
maio 14 2013
Prestação de contas da Comissão da Verdade trará ‘surpresa’, diz coordenador

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maio 14 2013
Tatiana Merlino: As feridas sempre abertas de uma infância roubada
Para aqueles que lutam por memória, verdade e justiça, a última sexta-feira poderia ter sido uma data marcada apenas pelo cinismo e pela mentira, com o depoimento à Comissão Nacional da Verdade do ex-comandante do DOI-Codi Carlos Alberto Brilhante Ustra, declarado torturador pela Justiça de São Paulo. Só não o foi porque nesse mesmo dia houve o

Emocionada, Priscila Arantes depõe sob o olhar do presidente da Comissão, deputado Adriano Diogo
encerramento da emocionante semana do seminário “Verdade e Infância Roubada”, organizado pela Comissão da Verdade de São Paulo “Rubens Paiva”, quando filhos de ex-presos, mortos, torturados e desaparecidos políticos testemunharam sobre os impactos, traumas e sequelas que a ditadura civil-militar deixou em suas vidas.
Enquanto em Brasília Ustra gritava e dava socos na mesa ao negar ter cometido crimes durante a ditadura, dizendo que “cumpria ordens” e que lutou para que o Brasil não virasse um “Cubão”, em São Paulo os irmãos André e Priscila da Cunha Arantes, filhos do casal de militantes Maria Auxiliadora da Cunha Arantes e Aldo Arantes, ex-deputado federal (PCdoB), falavam sobre a experiência de sua prisão, em 1968, quando tinham somente três e dois anos, respectivamente.
Foi em 13 de dezembro de 1968, dia da promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), que as crianças foram presas com Maria Auxiliadora em Paracoinha, interior de Alagoas. Passaram pelo Dops de Maceió, pela Cadeia Pública, pela Escola de Aprendizes de Marinheiros e pelo Hospital da Polícia Militar. No pátio do hospital, junto com o lixo hospitalar, havia ratos, que corriam para lá e para cá. “Era um lugar horrível, mas eu me sentia seguro, pois estava com minha mãe”, disse André, para uma plateia emocionada, onde estavam, além de seus pais e familiares, ex-presos políticos e seus filhos. Para amenizar a situação em que Priscila e André estavam, a mãe de ambos “apelidou um dos ratos de Jerry [personagem de animação da série estadunidense Tom & Jerry]”, recordou André.
Enquanto estavam presos, um oficial da Marinha sugeriu à Maria Auxiliadora que entregasse o filho para que ele criasse, alegando que teria mais condições de proporcionar um futuro para a criança. André, que hoje trabalha no Ministério dos Esportes, disse à mãe: ‘“Eu sei que hoje você queria encontrar com aquele oficial que quis me levar e dizer a ele: ‘o futuro do meu filho seria melhor comigo’”.
Ao longo da semana de 6 a 10 de maio, foram ouvidos cerca de 30 filhos e filhas, hoje adultos na faixa de 40, 50 anos, cujas histórias até agora não haviam sido reunidas. O que existia de registro, até o momento, era o importante documentário “15 filhos”, de 1996, dirigido por Marta Nehring e Maria de Oliveira e que retrata as memórias de 15 filhos de militantes políticos.
Os depoimentos foram marcados por lembranças da prisão, de questionamentos em relação às suas identidades, de medo, insegurança, isolamento, solidão e vazio que, em muitos casos, são traumas não superados. Entre as histórias, casos de crianças que foram sequestradas, levadas aos órgãos clandestinos de repressão, vítimas de violência física e psicológica, exiladas, banidas. Casos de filhos obrigados a viver longe de seus pais, com nomes falsos, parentes distantes. Viram seus pais serem torturados, humilhados.
Passados quase 30 anos do fim da ditadura, num país onde a transição para a democracia segue inconclusa, onde há corpos insepultos, arquivos não abertos, histórias não contadas e uma Comissão da Verdade tardia, dedicar uma semana para testemunhos de filhos de ex-presos políticos é fundamental para se ter um panorama da perversidade do aparato implantado pelo Estado de exceção.
Por conta desse atraso em trazer a verdade à tona, em punir os torturadores, reinterpretar a Lei de Anistia – que não anistiou os torturadores –, fica difícil mensurar a extensão dos impactos da ditadura. Eu, por exemplo, sobrinha de Luiz Eduardo Merlino, jornalista assassinado na Operação Bandeirantes (Oban) em 1971, sob o comando de Ustra, só consegui dar conta da dimensão dos efeitos da ditadura sobre mim ao longo dessa semana. Eu não apenas sou familiar de uma vítima do regime militar. Não apenas testemunhei o sofrimento causado em minha avó e testemunho ainda hoje a dor provocada em minha mãe. Eu vivi e vivo essa dor, além de ter sido privada da convivência com meu tio.
Na manhã de sexta, logo depois de Ustra negar o inegável, chamar o vereador Gilberto Natalini (PV) de terrorista e defender a detestável “teoria dos dois demônios” na audiência à CNV, o coordenador da assessoria da Comissão da Verdadede São Paulo, Ivan Seixas, lembrou que Ustra torturou pessoalmente o deputado estadual Adriano Diogo (PT), presidente da comissão estadual, e foi o responsável pelo assassinato de seu pai, Joaquim de Alencar Seixas. “Aqui temos eu, o Adriano, a Amelinha e a Crimeia, entre os muitos que foram torturados pessoalmente por Ustra”, lembrou Seixas.
Condenado no ano passado como torturador em ação movida por Maria Amélia de Almeida Teles, César Augusto Teles e Crimeia Alice Schmidt de Almeida, pelas violências cometidas contra os três entre 1972 e 1973, Ustra teve a audácia de dizer que os filhos de Amelinha e Teles, Janaína e Edson (de 5 e 4 anos na época), que foram sequestrados e levados ao DOI, estavam sendo muito bem tratados. “Ele defende isso como um ato de benevolência”, lembrou Edson Teles.
Colocados num camburão cheio de armas, Edson e Janaína foram levados ao DOI-Codi e confrontados com seus pais recém-saídos da tortura, sujos e machucados. “Vi corpos marcados, roxos. Vi um rosto desfigurado, falando comigo e me perguntei: ‘Quem é essa pessoa que tem a voz e o jeito da minha mãe?’.” Edson não sabe precisar por quantos dias ele e Janaína ficaram no centro de repressão, mas recorda-se de muitas cenas do local. “Éramos usados para fazer nossos pais falarem.” Depois de alguns dias, os irmãos foram levados para morar na casa de um parente, delegado de polícia.
“Era uma espécie de cárcere privado”, lembra. Lá, moravam no quarto dos fundos, acordavam cedo e tinham tratamento diferente dos filhos da família, que saíam aos domingos para passear e ganhavam presentes. Um dia, o tal delegado disse: “vou te levar ao zoológico”. O zoológico era a delegacia na qual ele era titular. Chegando lá, levou Edson à área da carceragem e, apontando para os presos, dizia: “Esse é o veado… essa é a cobra”. “Era uma perversão comigo e com eles. O que me marcou nessa experiência foram os olhares dos presos”, disse Edson, hoje com 45 anos e professor da Unifesp.
Anos depois, já morando com sua família, Edson ia visitar o pai, César Teles, condenado a anos de prisão por sua militância no PCdoB, no Presídio Romão Gomes. Edson ia vestido como uma espécie de “agente secreto da resistência”, usando roupas que acreditava que o disfarçaria: jaqueta, chapéu e óculos. Para ver os parentes presos, precisavam passar por uma revista.
Foi então que ele resolveu cometer um “ato de resistência”: fez um buraco no casaco com a ajuda de sua tia Crimeia e lá escondeu um potinho de tinta guache. A ideia era passar despercebido pela revista. Quando chegou ao presídio, a policial percebeu que ali havia um volume, mas não conseguia ter acesso à tinta, porque havia uma abertura falsa. “Ela me perguntava como chegar ao objeto, mas eu, que já havia aprendido na escola a ser cínico e mentir, não respondia. Ela pediu autorização para liberar a minha entrada e assim aprendi que conseguia burlar a ditadura”, contou Edson.
Quem também foi levada quando bebê à Operação Bandeirantes foi Carmen Nakasu, filha de Elzira Vilela e Licurgo Nakasu. Era setembro de 1973 quando seus pais e ela foram presos na Estação da Luz, em São Paulo, quando tentavam viajar para o Rio de Janeiro. “Entrega a menina!”, disseram à Elzira, antes de encapuzá-la.
A menina de um ano ficou cerca de cinco dias nas mãos dos policiais. “Antes do sequestro eu era uma criança alegre, extrovertida, que gostava muito de tomar banho. Quando voltei para meus familiares, tinha pavor de banho e do som de água.” Até não muito tempo atrás, ela ainda se apavorava com o som de uma descarga de vaso sanitário. “Fui uma criança muito tímida e insegura, não me relacionava com colegas. Eu tinha uma angústia tremenda, falta de ar, e fiz terapia desde muito cedo”, relatou.
Um dos sentimentos mais fortes presentes nos depoimentos dos filhos de presos foi o de ter os corpos de seus pais insepultos, como Tessa Lacerda, filha de Gildo Macedo Lacerda e Mariluce Moura, presos em outubro de 1973. A mãe, grávida, foi libertada dias depois. Já o pai morreu sob torturas. O corpo nunca foi entregue à família. “Aos nove anos eu alimentava o sonho solitário de que ele voltaria. Isso se deve à ausência do corpo, ao fato de não haver um túmulo. Isso me impede de fazer o rito, aceitar que ele está morto”, disse, sob lágrimas.
“Isso não é justo com ele, com os pais dele, com minha mãe e com meus filhos. Não adianta me explicarem cientificamente que não é possível. É a criança falando ‘eu quero enterrar meu pai’”. Para ela, “mais doloroso do que saber que minha mãe foi torturada comigo na barriga é não poder enterrar meu pai”. Tessa, assim como outros filhos que testemunharam durante asemana “Verdade e Infância Roubada”, relataram que em seus documentos de identidade e certidões de nascimento não tinham o nome de seus pais até a adolescência ou até a idade adulta. “Não havia nome nenhum de pai na minha certidão. Passei por situações constrangedoras por conta disso”, contou.
A Comissão ouviu ainda dois casos de filhos que nasceram nos cárceres da ditadura: Paulo Fonteles Filho e João Carlos Schmidt de Almeida Gabrois, o Joca. O primeiro veio ao mundo em 1972, no Pelotão de Investigações Criminais (PIC) em Brasília, em fevereiro de 1972. O parto foi feito sem anestesia, mas a mãe, Hecilda Veiga, manteve-se firme, sem chorar. Diante da bravura, um agente da ditadura disse: “Filho desta raça não deve nascer”.
Joca nasceu no hospital do Exército de Brasília, em fevereiro de 1973, onde ficou por três meses. Sua mãe, Crimeia Alice Schmidt de Almeida, guerrilheira do Araguaia, foi torturada mesmo estando grávida. “Quando saí da cadeia, com três meses de idade, minha mãe colocou nas fraldas um diário contando sua história e a da guerrilha, pois acreditava que não sairia viva da prisão”, disse Joca, que não conheceu o pai, André Grabois, assassinado em 1973.
Um dos casos mais terríveis da ditadura militar – e um dos que mais me impressiona – é o de Nasaindy Barret de Araújo, filha de José Maria Ferreira Araújo e da militante paraguaia Soledad Barret Viedma, assassinada no chamado Massacre da Chácara São Bento, ocorrido em 1973 em Paulista, na Grande Recife. Araújo e Soledad se conheceram em Cuba, durante treinamento militar. O pai de Nasaindy, militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), desapareceu em 23 de setembro de 1970, quando foi levado ao DOI-Codi – testemunhas relatam que ele morreu em decorrência das torturas e maus-tratos a que foi submetido.
Nascida em Cuba, Nasaindy foi adotada pela família de Damaris Lucena, quando seus pais voltaram ao Brasil para seguir a militância política. “Com 10 anos, tomei consciência da perda de meus pais e comecei a sofrer muito”. Ela voltou ao país em 1980, com 11 anos de idade, e apenas em 1997, 16 anos depois de retornar, conseguiu se naturalizar brasileira e assumir o nome verdadeiro dos seus pais, já que havia sido registrada com documentos falsos para despistar os militares. “No Brasil, fiquei 16 anos como clandestina. Tive um problema grave de identidade e de adaptação. Foi um choque muito grande voltar para cá, as coisas foram bem complicadas. Eu me sentia distanciada, solitária, como um ET, vinda de outro mundo.”
Nasaindy disse que não tem lembranças de seus pais, mas afirma ter localizado, na terapia, o momento de despedida com a mãe. “É uma questão muito difícil de se lidar, a forma como ela foi assassinada”. Soledad foi morta após traição do agente infiltrado Cabo Anselmo, que à época era seu companheiro, e de quem estava grávida.
Um filho que não pôde contar sua história foi Carlos Alexandre Azevedo, que com 1 ano e 8 meses apanhou na própria casa, para depois ser levado ao Dops. Anos depois, em fevereiro de 2013, aos 39 anos, não aguentou mais resistir aos traumas e se suicidou. “Sinto que ele poderia estar aqui hoje, falando”, disse sua mãe, Darcy Andozia. Presa em 15 de janeiro de 1974, encontrou seu filho e a babá no Dops. “Ele estava com o lábio cortado.” Ela lembrou que o menino teve uma infância muito difícil.
“Na escola, era chamado de terrorista, apanhava dos colegas… ele foi se fechando cada vez mais. Os médicos diziam que o trauma que ele sofrera foi muito grande.” A mãe de Carlinhos, como era conhecido, disse que o filho lutou muito para se reinserir na sociedade, “mas não conseguiu”. Darcy contou ainda que numa noite poucos dias antes de morrer, estava na casa de uma amiga e ligou para o filho, que morava com ela. “Minha amiga perguntou a ele se eu podia ficar mais lá, e ele respondeu que não: ‘Quero que minha mãe venha para casa’. Três ou quatro dias depois, de madrugada, ele se suicidou”, recordou.
No encerramento da semana de audiências sobre as crianças afetadas pela ditadura, Maria Amélia de Almeida Teles lembrou que a ação violenta dos militares “tentou destruir a infância de nossas crianças, que tiveram sim a infância roubada. Em todas as histórias, vemos a ausência e a violência. Ainda hoje há muita gente com feridas abertas, que sangram o tempo todo”.
* Tatiana Merlino é repórter e sobrinha de Luiz Eduardo Merlino, assassinado sob tortura em São Paulo. A reportagem só foi possível graças ao financiamento dos leitores do Viomundo para a produção de conteúdo próprio. Colabore clicando aqui.
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maio 13 2013
“Cadáveres de militantes eram expostos no DOI-Codi como troféu de vitória”, diz ex-sargento

Ex-agente da ditadura, Marival Chagas Dias do
Canto (Foto: Priscilla Mendes/ G1)
O ex-sargento Marival Chaves, que trabalhou no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna em São Paulo (DOI-Codi/SP), presta depoimento à Comissão da Verdade, em Brasília. Ele afirmou que “cadáveres de militantes eram expostos no DOI-Codi como troféu de vitória” Wilson Dias/Agência Brasil
Corpos de militantes torturados eram expostos ao público interno do DOI-Codi, o maior órgão de repressão aos grupos de esquerda contrários à ditadura militar (1964-85), como “troféu de vitória”, afirmou o ex-sargento Marival Chaves nesta sexta-feira (10) em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, em Brasília.
“Vi em duas ocasiões. O casal Antonio Carlos Bicalho Lana e Sônia foi trazido ao DOI para visitação do órgão. Vi o casal morto, com perfurações a bala na cabeça, nos ouvidos”, disse Chaves, acrescentando que supunha que isso ocorria por se tratarem de pessoas consideradas “importantes no contexto das organizações”.
Ele também citou o caso de outro militante, chamado Yoshitane Fujimori, que chegou com ferimentos a bala e ainda estava vivo.
Chaves já falou duas vezes à comissão, que apura crimes cometidos no período da ditadura militar.
O depoimento foi colhido por Cláudio Fonteles, ex-procurador-geral da República, e José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça, que integram a comissão.
Também foi convocado para depor Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel reformado e ex-comandante do DOI-Codi-SP no período entre 1970 e 1974.
O que é a comissão?
A Comissão Nacional da Verdade é um grupo formado por sete integrantes que irá “examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos” praticadas entre 1946 e 1988 e redigir um relatório oficial, em um período de dois anos.
Entre os objetivos estabelecidos na lei que cria a comissão está o de “identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos (…) e suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade”.
Apesar de ter conseguido na Justiça um habeas corpus que lhe dava o direito de ficar calado na audiência, Ustra deu um depoimento em clima tenso, em que afirmou que a presidente Dilma Rousseff pertenceu a quatro “organizações terroristas”. Disse ainda que, se não fossem os militares, o Brasil estaria sob uma “ditadura do proletariado”.
“Nós estávamos contra o comunismo para não se transformar o Brasil num enorme Cubão. Se não fosse isso, hoje não existiria democracia no país e estaríamos vivendo um regime comunista de Fidel Castro [ex-presidente de Cuba], uma ditadura do proletariado”, disse. “Estamos aqui porque nós preservamos a democracia, senão, eu já não estaria mais aqui, teria sido morto no paredão.”
Ustra nega ter participado de sessões de tortura. No entanto, a segunda pessoa a ser ouvida hoje pela comissão, o vereador Gilberto Natalini (PV-SP), contou ter apanhado de Ustra “pessoalmente”.
“Um dia ele me pegou, me despiu, colocou em pé numa poça d’água, ligou o fio no corpo, chamou uma turma de torturadores para eu fazer uma sessão de declamação de poesia”, afirmou.
Segundo ele, a sessão de tortura durou “horas” e Ustra usou “uma vara, espécie de um cipó” para bater nele, enquanto outros aplicavam mais golpes.
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maio 13 2013
Fórum apoia projeto de lei 573/2011, da deputada Luiza Erundina
Carta de apoio,
A Rede Nacional pela Memória, Verdade e Justiça, vem, por meio desta, manifestar apoio incondicional ao projeto de lei 573/2011, de autoria da deputada Luiza Erundina, tendo em vista a necessidade de a Lei da Anistia ser corretamente interpretada, nos moldes da orientação firmada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos na sentença proferida em 24/11/2010 – caso Gomes Lund – de modo a não perpetuar a impunidade daqueles que violaram os direitos humanos no período da Ditadura Civil-Militar.
Dessa forma, acreditamos que a aprovação do projeto de lei sem alterações contribuirá fortemente com a definitiva implantação no País de um verdadeiro Estado de direito democrático, onde não se tolere qualquer violação aos direitos fundamentais.
Comitê pela Memória, Verdade e Justiça Pelotas e região/RS
Forum Parananense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça
Comitê Memória, Verdade e Justiça do Ceará
Coletivo Catarinense Memória, Verdade e Justiça
Fórum Direito à Memória e à Verdade do Espírito Santo
Comitê Estadual pela Memória, Verdade e Justiça do Tocantins
Centro de Direitos Humanos de Palmas
Comitê pela Memória e Justiça da Região Metropolitana de Campinas
Comitê Estadual de Direito á Verdade, Memória e Justiça do Amazonas
Comitê Baiano pela Verdade
Comitê pela Verdade, Memória e Justiça do Distrito Federal
Comitê Goiano da Verdade
Associação Amigos do Memorial da Anistia Política do Brasil
Comitê pela Verdade, Memória e Justiça de Juiz de Fora
Comitê Estadual Pela Memória, Verdade e Justiça de Mato Grosso Sul
Comitê Verdade, Memória, Justiça/MT
Comitê Paraense Verdade, Memória e Justiça
Comitê Estadual da Verdade da Paraíba
Comitê Memória, Verdade e Justiça de Pernambuco
Comitê Memória, Verdade e Justiça de Parnaíba
Centro de Direitos Humanos e Memória/Foz do Iguaçú-PR
Coletivo RJ pela Memória, Verdade e Justiça
Comitê Estadual pela Verdade, Memória e Justiça RN
Comitê Carlos de Ré – POA – RS
Comitê Popular Memória Verdade e Justiça – POA –RS
Comitê Santamariense Pelo Direito à Memória e à Verdade – RS
Comitê João Batista Rita – Criciúma – SC
Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça
Grupo Tortura Nunca Mais SP
Comissão de familiares dos Mortos e desaparecidos políticos
Levante Popular da Juventude
Central única dos Trabalhadores – CUT
Rede Democrática
CEJIL
Movimento Nacional dos Direitos Humanos
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maio 13 2013
Sessão especial para ‘devolução de mandato’ de Luiz Carlos Prestes será no dia 16
O Senado restituirá na próxima quinta-feira (16) o mandato de senador do líder comunista Luiz Carlos Prestes (1898-1990). A sessão especial para a devolução simbólica está prevista para começar às 15h30 e atende ao projeto de resolução (PRS 4/2012), aprovado em abril pelo Plenário da Casa.
De autoria do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), a proposta declara nula resolução da Mesa do Senado de 9 de janeiro de 1948, que extinguiu o mandato do senador Luiz Carlos Prestes e de seu respectivo suplente, Abel Chermont.

Eleito senador em 1945 pelo então Partido Comunista do Brasil com a maior votação proporcional da história política brasileira até aquela época, Prestes teve seu mandato declarado extinto pela Mesa do Senado após o Superior Tribunal Eleitoral ter cancelado o registro do Partido Comunista do Brasil, em 1947.
Fonte- Agência Senado
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maio 10 2013
Durante depoimento de Ustra, comissão aponta 50 mortes no DOI
O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe de órgão de repressão política durante a ditadura militar, afirmou nesta sexta-feira (10) em depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV) que a presidente Dilma Rousseff participou de “organizações terroristas” com intenção de implantar o comunismo no Brasil. Para Ustra, se os militares não tivessem lutado, o Brasil estaria sob uma “ditadura do proletariado”.Ao ser consultada pelo G1, a assessoria de imprensa da Presidência da República informou que ainda não tinha conhecimento das declarações de Ustra.
De 29 de setembro de 1970 a 23 de janeiro de 1974, Ustra foi chefe do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), do II Exército, órgão de repressão política durante o regime militar.
Ele obteve na Justiça autorização para ficar calado durante o depoimento para o qual foi convocado pela Comissão Nacional da Verdade. Mas mesmo assim resolveu se manifestar. Ao chegar, pediu para fazer uma declaração inicial e depois respondeu a algumas perguntas.
“Todas as organizações terroristas, todas elas e mais de 40 eram elas, em todos os seus estatutos, seus programas está lá escrito claramente que o objetivo final era a implantação de uma ditadura do proletariado, do comunismo. O objetivo intermediário era a luta contra os militares, derrubar os militares e implantar o comunismo. Isso consta de todas as organizações”, afirmou.
Ustra se referiu à presidente Dilma Rousseff ao afirmar que não estaria falando à Comissão da Verdade se um regime comunista tivesse se estabelecido no Brasil.
“Inclusive nas quatro organizações terroristas que nossa atual presidenta da República, hoje está lá na Presidência da República, ela pertenceu a quatro organizações terroristas que tinham isso, de implantar o comunismo no Brasil. Então estávamos conscientes de que estávamos lutando para preservar a democracia e estávamos lutando contra o comunismo. […] Se não fosse a nossa luta, se não tivéssemos lutado, hoje eu não estaria aqui porque eu já teria ido para o ‘paredon’. Hoje não existiria democracia nesse país. O senhores estariam em um regime comunista tipo de Fidel Castro [ex-presidente de Cuba]”, completou Ustra.
Agi com consciência, agi com tranquilidade, nunca ocultei cadáver, nunca cometi assassinatos, sempre agi dentro da lei e da ordem. Nunca fui um assassino, graças a Deus, nunca fui.”
Carlos Alberto Brilhante Ustra, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade
Nos anos 1960, a presidente Dilma Rousseff integrou as organizações clandestinas Política Operária (Polop), Comando de Libertação Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), dedicadas a combater a ditadura militar. Condenada por “subversão”, ela passou três anos presa no presídio Tiradentes, em São Paulo (entre 1970 e 1972). No final dos anos 1970, no Rio Grande do Sul, ajudou a fundar o PDT, de Leonel Brizola. Em 1990, filiou-se ao PT.
Instrumentos de tortura
Indagado sobre o que eram os instrumentos de tortura pau de arara e cadeira do dragão e com que frequência eram utilizados contra os presos, Ustra respondeu: “Está tudo escrito no meu livro, não vou responder”.
“A titulo de cooperação, entreguei à Comissão da Verdade um livro com mais de 600 páginas onde detalho tudo, como era feitas as prisões, os inquéritos, tudo o que aconteceu. O meu depoimento que prestei está ali. Agi com consciência, agi com tranquilidade, nunca ocultei cadáver, nunca cometi assassinatos, sempre agi dentro da lei e da ordem. Nunca fui um assassino, graças a Deus nunca fui”, disse.
Durante o depoimento, o conselheiro Claudio Fontelles apresentou documentos que apontam 50 mortes no DOI-Codi durante o período em que o órgão foi chefiado por Ustra. O coronel disse que não houve mortes na sede do órgão, mas “em combate”.
“Eu não vou me entregar. Eu lutei, lutei, lutei. Tudo o que eu tenho que declarar eu já disse, está no livro. Neste momento, me asseguro o direito de me manter calado reforçando a decisão do juiz da 12ª Vara de Justiça”, disse.
Antes de Ustra, o ex-servidor do DOI-Codi de São Paulo Marival Chaves Dias do Canto afirmou em depoimento à CNV, que, durante a gestão do coronel reformado, cadáveres de militantes mortos em centros clandestinos de tortura eram exibidos como “troféus” a agentes do órgão.
Ocultação de cadáver
Em abril, Ustra e o delegado aposentado Alcides Singillo, que atuou no Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP) foram denunciados pelo Ministério Público Federal em São Paulo (MPF–SP) por ocultação de cadáver na ditadura militar.
De acordo com o MPF-SP, os restos mortais do estudante de medicina Hirohaki Torigoe, de 27 anos, estão desaparecidos desde 5 de janeiro de 1972.
De acordo com o MPF, a denúncia protocolada em abril é a terceira contra Ustra. As ações anteriores tratavam de crimes de sequestro de militantes.
Fonte- G1
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maio 10 2013
“Padrinho” de Ustra saberia destino de “desaparecidos”
Um sargento do Exército pode ser a chave para revelar o destino de 13 desaparecidos políticos e as circunstâncias das mortes de pelo menos outros 14 militantes de organizações de esquerda nos anos 1970. Trata-se de
, padrinho de casamento do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Conhecido no Destacamento de Operações de Informações (DOI) do 2.º Exército pelo nome de Pedro Aldeia, Artone era homem de confiança de Ustra, o comandante do órgão de 1970 a 1974, e do capitão Ênio Pimentel da Silveira, que foi chefe da Seção de Investigação do destacamento.
A identidade de Artone foi revelado ao jornal O Estado de S. Paulo por agentes que trabalharam no DOI. O Ministério Público Federal apura seu suposto papel nas mortes, em 1973, do guerrilheiro Antônio Carlos Bicalho Lana e de sua companheira Sônia Maria Moraes Angel Jones e no desaparecimento em 1974 do casal Wilson Silva e Ana Kucinski – os quatro militavam na Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo fundado pelo ex-deputado Carlos Marighella.
Artone era amigo do ex-sargento do Exército Marival Chaves, uma das principais testemunhas ouvidas pelos procuradores e pela Comissão Nacional da Verdade, sobre abusos no regime militar. Artone rompeu com o amigo depois de Chaves ter revelado o sequestro e morte de quase duas dezenas de integrantes do PCB e da ALN.
A importância de Artone se deve ao fato de ele ser um dos últimos sobreviventes do núcleo duro do DOI. Em 2011, por exemplo, morreu o sargento João de Sá Cavalcante Neto, o agente Fábio, outro importante homem das operações sigilosas do DOI. Além dos sargentos, três oficiais conheceriam esses segredos: Ustra e os já falecidos capitães Ênio, o Doutor Ney, e André Leite Pereira Filho, o Doutor Edgar.
Ustra será ouvido nesta sexta-feira, 10, pela Comissão Nacional da Verdade. Ele teria conhecimento das atividades da Seção de Investigação. Responsável pela prisão de pessoas marcadas para morrer, a seção também controlava os informantes – militantes que passaram a trabalhar para o DOI. Artone e Sá mantinham contatos com os informantes. Artone não dá entrevistas sobre o passado.
Fonte As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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maio 08 2013
Ato pelos 34 anos da greve da Construção Civil
Um ato lembrará, no próximo dia 16 de maio, a histórica greve dos trabalhadores da construção civil de Curitiba, ocorrida em 1979, quando o país ainda vivia sob ditadura militar. A greve, que durou mais de 20 dias, foi a primeira grande mobilização operária no Paraná após o golpe de 1964.
O evento ocorre no momento em que a Comissão Nacional da Verdade constitui, com a participação de todas as centrais sindicais, um grupo de trabalho para investigar especificamente a repressão aos trabalhadores.
O Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça não poderia deixar de apoiar a iniciativa, por entender que o registro das lutas operárias é uma parte essencial da memória histórica que pretendemos recuperar.
O ato pretende abordar a greve sob a ótica dos trabalhadores que a lideraram. Organizado por Milton Alves, um dos coordenadores do Fórum, consistirá de depoimentos dessas lideranças, incluindo alguns atuais diretores do Sindicato, além de assessores e advogados dos grevistas. No local, será montada uma exposição com fotos do movimento. Os depoimentos serão gravados e transformados em livro.
Serviço:
Local- Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil
Dia-16 de maio
Endereço- rua Mateus Leme, 324
Horário- 14 horas.
Fonte- Fórum Verdade
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maio 07 2013
Torturador da ditadura, o delegado Carlinhos Metralha é esculachado
O delegado de Polícia Carlos Alberto Augusto foi alvo de um “esculacho” organizado por integrantes da Frente de Esculacho Popular (FEP) em Itatiba, no interior paulista. Em fevereiro deste ano, ele foi nomeado pelo governo estadual de São Paulo como delegado de segunda classe na cidade.
Entre 1970 e 1977, Augusto integrou a equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury – notório torturador e comandante dos esquadrões da morte existentes naquela época – no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), um dos principais órgãos de repressão da ditadura civil-militar. Na ocasião, ganhou o apelido de “Carlinhos Metralha”, pois costumava andar pela sede do Dops segurando uma metralhadora. Ele era conhecido também como “Carteira Preta”.
Em outubro do ano passado, a Justiça Federal acolheu uma ação contra “Metralha” movida pelo procurador Sérgio Suiama, do Ministério Público Federal. Ele acusa Augusto, assim como o ex-comandante do DOI-Codi Carlos Alberto Brilhante Ustra e o delegado aposentado Alcides Singillo, de sequestrar o militante Edgar de Aquino Duarte, em junho de 1971.
Os cerca de 70 integrantes da FEP chegaram em um ônibus e alguns carros que saíram de São Paulo. No centro de Itatiba, o grupo distribuiu panfletos com o histórico de Augusto e estendeu cartazes pendurados em barbantes denunciando a atuação de “Metralha” durante a ditadura civil-militar. Além disso, o “esculacho” contou com apresentações artísticas de uma companhia de teatro e de uma fanfarra.
O atual delegado de Itatiba é acusado ainda de participar da organização do Massacre da Chácara São Bento, ocorrido em Pernambuco, em 1973. Na ação, seis militantes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) foram assassinados, entre eles Soledad Barret Viedma, que estava grávida do agente infiltrado Cabo Anselmo, amigo até hoje de Augusto.
A FEP, criada no começo de 2012, é um grupo de defensores de direitos humanos que busca resgatar a memória dos que lutaram, morreram e desapareceram durante a resistência ao regime; pressionar por uma Comissão da Verdade efetiva; e exigir a punição dos agentes do Estado que praticaram crimes de lesa-humanidade no período, como tortura e ocultação de cadáver.
No caso do esculacho contra “Carlinhos Metralha”, o objetivo foi, além disso, denunciar a continuidade da violência de Estado nos dias de hoje, principalmente contra a população negra e pobre.
Augusto é um caso emblemático dessa realidade. No próximo dia 12, de acordo com decreto oficial do governo estadual paulista, será comemorado pela primeira vez o Dia das Mães de Maio, uma referência ao movimento surgido após os Crimes de Maio de 2006, quando mais de 400 pessoas foram assassinadas pela PM paulista em todo o estado.
Fonte- http://www.viomundo.com.br/politica/torturador-da-ditadura-ainda-na-ativa-e-alvo-de-esculacho.html
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maio 07 2013
Ustra é convocado para falar à Comissão da Verdade

A Comissão Nacional da Verdade convocou formalmente o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra para prestar depoimento perante seus integrantes. No encontro, agendado para sexta-feira, 10, em Brasília, ele será questionado sobre crimes ocorridos no período da ditadura militar dos quais é acusado de ter participado.Se não obedecer à convocação, o militar pode responder por crime de desobediência ou ser conduzido à força. Até esta segunda-feira à noite ele ainda não havia respondido à comissão.
O mais provável é que encaminhe um documento solicitando dispensa do comparecimento. Vai alegar que tudo que tem a dizer sobre suas ações na ditadura está contido nos seus livros Rompendo o Silêncio (1987) e A Verdade Sufocada (2006).Foi essa a atitude que o coronel adotou quando, dias atrás, recebeu um convite da Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo para falar sobre violações de direitos humanos ocorridas no DOI-Codi do 2.º Exército entre 1970 e 1974 – período em que a instituição esteve sob seu comando.
“Tudo que ele tem a dizer já está nos livros que escreveu”, argumenta o advogado Paulo Esteves, que defende o militar. Se comparecer perante a comissão, Ustra tem o direito de não responder às perguntas que lhe fizerem.
O coronel não é o primeiro militar convocado. Há uma forte expectativa em torno de seu depoimento, porém, porque o DOI-Codi de São Paulo foi um dos principais órgãos da repressão na ditadura. Seu nome é citado em centenas de depoimentos em casos que envolvem denúncias de tortura, morte e desaparecimento forçado de opositores. Ele tem negado sistematicamente todas as acusações.
Em outubro do ano passado, o juiz Hélio Egydio de Matos Nogueira, da 9.ª Vara Criminal da Justiça Federal, em São Paulo, acatou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o coronel pelo crime de sequestro qualificado do desaparecido político Edgard de Aquino Duarte, em 1971. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte -Agência Estado
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