CURITIBA RECEBE FESTIVAL DE CINEMA E DIREITOS HUMANOS

Ministério da Cultura, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Petrobras apresentam

 


7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

 

CURITIBA RECEBE

FESTIVAL DE CINEMA E DIREITOS HUMANOS

 

 

*** programação reúne 37 filmes, representando oito países da América do Sul

 

*** acessibilidade garantida em sessões com audiodescrição e closed caption

 

*** na programação, diversos longas-metragens inéditos no Brasil

 

*** elencos das obras destacam Denise Fraga, Simone Spoladore, Bruno Perillo,

Antonio Petrim, Caio Blat, Daniel de Oliveira, Cássio Gabus Mendes e Ângelo Antônio

 

*** Lei Maria da Penha inspira dois filmes brasileiros

 

Um total de 37 filmes, incluindo vários títulos inéditos no país, estão na programação da 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que inicia-se a partir de 7 de novembro e segue até 20 de dezembro, atingindo as 26 capitais estaduais brasileiras e o Distrito Federal, sempre com entrada franca.

 

O grande homenageado do evento em 2012 é o brasileiro Eduardo Coutinho, considerado um dos mais importantes documentaristas da atualidade em todo o mundo. Seu trabalho é reconhecido pela sensibilidade e pela capacidade de ouvir o outro, registrando sem sentimentalismos as emoções e aspirações das pessoas comuns. Estão programados o clássico “Cabra Marcado Para Morrer” (1984), premiado no Festival de Berlim, “Santo Forte” (1999), um mergulho na intimidade de católicos, umbandistas e evangélicos de uma favela carioca, e “O Fio da Memória” (1991), mosaico sobre a experiencia negra no Brasil a partir da figura de um artista popular. Coutinho tem encontro com o público no dia 24/11, sábado, às 16h30, na Cinemateca Brasileira (São Paulo).

 

A programação traz ainda uma série de títulos inéditos no circuito comercial, como os longas-metragens “Hoje”, de Tata Amaral, e “O Dia Que Durou 21 Anos”, de Camilo Tavares. O documentário “O Dia Que Durou 21 Anos” revela documentos secretos que confirmam articulações de governos norte-americanos para a derrubada do presidente João Goulart, seguida pela instauração da ditadura militar brasileira (1964-1985). “Hoje”, por seu turno, aborda reflexos atuais de fatos ocorridos durante essa mesma ditadura e tem no elenco Denise Fraga e o ator uruguaio Cesar Troncoso. O filme foi o grande vencedor do Festival de Brasília, onde acumulou cinco premiações, inclusive de melhor filme e de melhor atriz.

 

Também inédito comercialmente no país, o colombiano “Chocó”, de Johnny Hendrix Hinestroza, foi lançado pelo Festival de Berlim deste ano e transformou-se em grande sucesso de público: meio milhão de pessoas assistiram ao filme na Colômbia. A obra destaca os problemas do desemprego, do desalojamento e da violência doméstica.

 

Com sua estreia mundial também promovida pelo Festival de Berlim, o indicado oficial pelo Uruguai ao Oscar de Filme Estrangeiro “A Demora” mostra uma mulher, de família pobre, que não consegue internar seu idoso pai em um asilo e acaba tomando uma atitude drástica. Assinado pelo cultuado diretor Rodrigo Plá, o longa é inédito nas salas brasileiras.

 

Maior bilheteria de um documentário em cinemas do Equador, “Com o Meu Coração em Yambo” tem sua estreia brasileira na 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Trata-se da história de uma família colombiana que foge da violência política de seu país e acaba tendo dois de seus filhos sequestrados e desaparecidos no Equador. A filha caçula María Fernanda Restrepo é a diretora do filme e nele realiza uma viagem pessoal misturada à memória de todo um país marcado por sua história.

 

Longa-metragem inédito no Brasil, o paulista “Último Chá”, de David Kullock, focaliza um solitário que vive em um velho casarão em demolição e cujo filho foi assassinado pela ditadura militar. Bruno Perillo e Antonio Petrim lideram o elenco.


Duas obras focalizam a lei Maria da Penha, que alterou o Código Penal Brasileiro, permitindo que agressores de mulheres no âmbito doméstico sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada: o média-metragem “O Silêncio das Inocentes”, de Ique Gazzola, e o curta “Maria da Penha: Um Caso de Litígio Internacional”, de Felipe Diniz. A lei leva o nome da biofarmacêutica cearense que ficou paraplégica após ser baleada pelo marido.

 

Na programação está ainda “Elvis & Madona”, longa vencedor do Prêmio da Associação de Correspondentes Estrangeiros (ACIE) nas categorias melhor ator (para Igor Cotrim, melhor atriz (para Simone Spoladore), melhor diretor (para Marcelo Laffitte) e melhor filme segundo o júri popular. O divertido enredo acompanha o envolvimento de uma travesti com uma jovem entregadora de pizza.

 

Já “Batismo de Sangue”, dirigido por Helvécio Ratton, trata da participação de frades dominicanos na luta clandestina contra a ditadura militar brasileira, no fim dos anos 1960. Adaptado do livro homônimo de Frei Betto, vencedor do prêmio Jabuti, o filme foi vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor fotografia no Festival de Brasília e tem no elenco Caio Blat, Daniel de Oliveira, Cássio Gabus Mendes e Ângelo Antônio.

 

As projeções da 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul acontecem nas seguintes cidades: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória. Em todos os locais há acessibilidade a pessoas com deficiência e as sessões contam com sistema de audiodescrição e de closed caption (voltadas a deficientes visuais e auditivos, respectivamente).

 

Uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira/MinC e patrocínio da Petrobras, a Mostra tem o objetivo de celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948,  exibindo filmes produzidos recentemente nos países sul-americanos, criando espaços para que produtores e demais profissionais do cinema possam divulgar seus trabalhos relacionados aos Direitos Humanos.

 

A iniciativa conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores, da TV Brasil, da Sociedade Amigos da Cinemateca e do Sesc. As obras mais votadas pelo público são contempladas com o Prêmio Exibição TV Brasil nas categorias longa, média e curta-metragem. A programação tem curadoria do cineasta e curador Francisco Cesar Filho.

 

Mais informações podem ser acessadas através do website www.cinedireitoshumanos.org.br.

 

serviço

7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

03 a 08 de dezembro de dezembro

Patrocínio: Petrobras

Realização: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Produção: Cinemateca Brasileira / Ministério da Cultura

Apoio – Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos – SEJU, Departamento de Direitos Humanos e Cidadania – DEDIHC

entrada franca

 

Cinemateca de Curitiba / Sala Groff (104 lugares)
R. Carlos Cavalcanti, 1174 – São Francisco – CEP 80510-040
(41) 3321.3252

 

informações adicionais na F&M ProCultura

Flávia Miranda – flavia@procultura.com.br

Fernando Oriente – fernando@procultura.com.br

Jamille Menezes – jamille@procultura.com.br

telefone (11) 3263.0197

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Comissão Nacional da Verdade recebe no RS documentos do coronel assassinado e faz apelo por entrega de acervos privados

27/11/2012 – Comissão Nacional da Verdade recebe no RS documentos do coronel assassinado e faz apelo por entrega de acervos privados

Claudio Fonteles lamentou que documentos que estavam com coronel só tenham vindo à tona com a sua morte e fez apelo à familiares de militares que entreguem à CNV acervos privados

A Comissão Nacional da Verdade recebeu hoje em Porto Alegre 205 páginas de cópias de documentos entregues à Polícia Civil do Rio Grande do Sul pela filha do ex-coronel Julio Miguel Molinas Dias, ex-comandante do Doi-Codi no Rio de Janeiro, assassinado dia 1º de novembro na capital gaúcha.

Os documentos se referem ao atentado do Riocentro, em 1981, e há também duas páginas com o termo de entrada do político desaparecido Rubens Paiva na carceragem do Doi-Codi-RJ (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna do Rio de Janeiro) , datado de 21 de janeiro de 1971, e que descrevem os objetos apreendidos com ele no ato de sua prisão.

O coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Claudio Fonteles, fez um apelo para que acervos documentais privados sobre graves violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, como o que Molinas Dias guardava em uma caixa em sua casa, sejam entregues à comissão. “Pedimos que filhos e netos, aqueles que têm acesso a estes arquivos particulares os entreguem à CNV. Não é preciso nem se identificar”, afirmou.

Segundo Fonteles, os documentos encontrados com o ex-comandante no Doi-Codi são importantes e que o sobre Rubens Paiva é um dos mais simbólicos, pois comprova a prisão do ex-deputado, desmontando a versão do Estado, que sempre negou a prisão. “A descoberta quebra a brutal farsa do Estado ditatorial que afirmava que Paiva e outros desaparecidos estavam foragidos”, afirmou.

Sobre os documentos do caso Riocentro, Fonteles afirmou que a Comissão deve debruçar-se sobre eles nos próximos dias. “Vamos ler e avaliar tudo. Esses documentos serão o fio condutor do trabalho. A partir das referências que cada documento der: nomes, locais, a CNV definirá suas linhas de investigação”, afirmou.

 

“O fato de terem surgido esses documentos reforça a ideia de que tanto por parte de particulares, quanto por parte de instituições militares, não houve destruição total dos arquivos do período ditatorial”, afirmou Claudio Fonteles.

COOPERAÇÃO – O coordenador interino da Comissão Estadual da Verdade do Rio Grande do Sul, Aramis Nassif, destacou em seu discurso que também espera que mais acervos privados sejam entregues para ambas as comissões.

 

Em almoço oferecido pelo governador Tarso Genro, quatro membros da comissão gaúcha estiveram reunidos com Fonteles: Nassif, Céli Pinto, Oneide Bobsin e Jacques Alfonsin. Os cinco trataram termos da parceria que será firmada em breve pelas duas comissões para facilitar a cooperação entre ambos os colegiados.

 

Em seu discurso durante a entrega dos documentos, no Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, Genro disse que o governo do RS cumpriu sua missão legal e constitucional e elogiou a atitude da Polícia Civil. “Em outros tempos, esses documentos poderiam cair em outras mãos. É um sinal dos tempos, que eles estejam com as comissões da verdade agora”, afirmou.

 

Segundo Tarso, os documentos ajudarão na busca por verdade e justiça. “Quem lutou, assumiu publicamente suas posições. Foram perseguidos, presos, torturados, mortos, mas o outro lado da história não está contado e os jovens precisam saber quem torturou, matou, para que o Estado de Direito impere de maneira plena em nossa sociedade”, afirmou.

 

FALTA UM “THE END” – “Como filha de Rubens Paiva, a sensação que tenho é que a história do meu pai é inacabada. De vez em quando se acha um documento ou se descobre alguma coisa nova. A Comissão Nacional da Verdade está aí para isto: para colocar um ‘the end’ em várias histórias”, afirmou Maria Beatriz Paiva Keller, filha de Rubens Paiva, que vive na Suíça e, de visita ao Brasil, foi convidada ao evento pelo governo do Rio Grande do Sul e representar a família Paiva durante a entrega dos documentos à CNV.

 

Ela recebeu uma cópia de um documento emitido pela Turma de Recebimento do Doi-Codi do RJ, datado de 21 de janeiro de 1971, que lista todos os documentos e pertences pessoais arrecadados com o ex-deputado no ato de sua prisão, prova inconteste de que Paiva esteve nas dependências daquele órgão.

 

Fonte: 

Assessoria de Comunicação
Comissão Nacional da Verdade
Mais informações à imprensa: Marcelo Oliveira
61-3313-7324
comunicacao@cnv.presidencia.gov.br

 

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Documento histórico confirma a entrada do ex-deputado Rubens Paiva no quartel onde foi torturado

Durante audiência da Comissão Nacional da Verdade, em Porto Alegre, nesta terça-feira, 27,o governador Tarso Genro repassou às mãos da psicóloga Maria Beatriz Paiva Keller, 52 anos, uma cópia do registro oficial da prisão do pai dela, o ex-deputado Rubens Paiva, no Destacamento de Operações e Infor

mações — Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), no Rio de Janeiro, em 1971. Emocionada, Maria Beatriz chorou ao ler o documento.

O documento é histórico porque confirma a entrada de Paiva no quartel onde foi torturado e, possivelmente, morto. Até então, existiam apenas relatos verbais da presença do político e empresário no DOI-Codi, naquele que se transformou em um dos episódios mais emblemáticos da ditadura militar (1964-1985).

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Tarso Genro entrega documentos que estavam com coronel assassinado à Comissão Nacional da Verdade

Nesta terça-feira (27/11), às 14h, no salão Alberto Pasqualini (Palácio Piratini), o governador Tarso Genro entregará aos representantes da Comissão Estadual da Verdade, Aramis Nassif, e da Comissão Nacional da Verdade, Claudio Fonteles, documentos oficiais relativos ao período da ditadura militar no Brasil (1964 – 1985).

O material foi apreendido pela Polícia Civil gaúcha na residência do Cel. do Exército Júlio Miguel Molinas Dias, ex-comandante do Destacamento de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), assassinado no início do mês em Porto Alegre. De acordo com a Polícia Civil, os documentos revelam detalhes sobre o episódio Riocentro (1981) e sobre o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva (1971). Os familiares de Rubens Paiva, Maria Beatriz Paiva Keller, Daniel Keller e Carlos Alberto Steil estarão presentes no ato.

Fonte- Comissão da Verdade

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Comissão da Verdade do Estado SP realiza audiência sobre tombamento de centro de repressão

Fachada do prédio onde funcionava o DOI-CODI em São Paulo.

Na próxima quinta-feira, dia 29-11, das 14 às 17 horas, a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva” realizará uma audiência pública sobre “O tombamento da sede do DOI-Codi e seus usos como lugar de memória”. A audiência ocorrerá no Auditório Teotônio Vilela, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O edifício onde funcionou o DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna, II Exército) de São Paulo, localizado à rua Tutoia, atual 36ª Delegacia de Polícia, foi um dos maiores e mais temidos centros de repressão da ditadura militar (1964-1985). No encontro, será debatido o tombamento do prédio e sua transformação em lugar de memória, pedido feito pelo Condepe (Conselho de Defesa da Pessoa Humana) em março deste ano.

Entre os participantes, estarão representantes do Grupo de Trabalho Memória e Verdade do Ministério Público Federal, da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH), do Núcleo de Preservação da Memória Política, além de ex-presos políticos que estiveram no DOI-Codi. O deputado Adriano Diogo, presidente da Comissão Estadual da Verdade (CEV), e Ivan Seixas, presidente do Condepe e coordenador da assessoria da CEV, apresentarão a audiência.

Entre as experiências bem-sucedidas como locais de memória está o Memorial da Resistência, antigo Dops, que hoje é o sexto museu mais visitado da cidade de São Paulo, com cinco mil visitantes ao mês. Na Argentina, um dos exemplos mais emblemáticos de lugar de memória é a Escola Superior de Mecânica da Armada (Esma), onde funcionou, entre 1976 e 1983, o Centro Clandestino de Detenção.

Audiência Pública: “O tombamento da sede do Doi-Codi e seus usos como lugar de memória”

Data: 29/11 (quinta-feira), das 14h às 17h

Local: Auditório Teotônio Vilela, no 1º andar da Assembleia Legislativa de São Paulo,

Avenida Pedro Álvares de Cabral, 201 – Ibirapuera.

Realização: Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”

Programação

Abertura

Deputado Adriano Diogo – Presidente da Comissão Estadual da Verdade “Rubens Paiva”

Ivan Seixas – Presidente do Condepe e proponente do tombamento

Debatedores

Sandra Kishi- Representante do GT Memória e Verdade do Ministério Público Federal

Débora Duprat – Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH)

Maurice Politi – Núcleo de Preservação da Memória Política

Depoimentos de ex-presos que passaram pelo DOI-Codi

– Elza Lobo

– Criméia de Almeida

– Ivan Seixas

– Maurice Politi

– Artur Scavone

– Gilberto Natalini

– Rosalina Santa Cruz

– Aton Fon Filho

– Reinaldo Morano

O evento será transmitido ao vivo pelo link http://www.al.sp.gov.br/a-assembleia/tv-web.

Fonte- Comissão da Verdade

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Zero Hora: documentos revelam como o Exército se articulou para ocultar explosões no Riocentro

Bomba explodiu no colo de agente do DOI-Codi
Foto: Ricardo Chaves / Agencia RBS

Manobra no atentado24/11/2012 | 07h11Atualizada em 24/11/2012 | 12h01

Documentos revelam como o Exército se articulou para ocultar explosões no Riocentro

Ataques tinham como alvo o show com cerca de 20 mil pessoas no Rio de Janeiro, há 31 anos

 

Documentos revelam como o Exército se articulou para ocultar explosões no Riocentro Ricardo Chaves/Agencia RBS

Bomba explodiu no colo de agente do DOI-Codi
Foto: Ricardo Chaves / Agencia RBS
Missão Nº 115. Esse era o nome oficial da vigilância desencadeada pelos serviços de espionagem do Exército no centro de convenções Riocentro, no Rio, em 30 de abril de 1981, quando 20 mil pessoas ali se reuniam para um show musical em protesto contra o regime militar. Duas bombas explodiram lá, e os agentes “supervisores” da ação foram as únicas vítimas do episódio, que lançou suspeitas sobre atividades terroristas praticadas por militares e mergulhou em agonia uma ditadura que vinha desde 1964 e acabaria sepultada em 1985. Tudo isso a população brasileira já intuía, por meio de depoimentos. O que até agora permanecia oculto – e está sendo revelado por Zero Hora, em primeira mão – são registros de militares envolvidos no episódio e manobras de abafamento do incidente, arquitetadas por servidores da repressão.

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Coronel tinha cartilha com orientações para serviços de espionagem
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O segredo está em arquivos que eram guardados em casa pelo coronel reformado do Exército Julio Miguel Molinas Dias – assassinado aos 78 anos, em 1º de novembro, em Porto Alegre, vítima de um crime ainda nebuloso. Molinas Dias era, na época do atentado, comandante do Destacamento de Operações e Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do Rio de Janeiro, conhecido como Aparelhão. O arquivo do coronel continha 200 páginas, várias delas encabeçadas pelo carimbo “confidencial” ou “reservado”. O calhamaço evidencia que o aparelho repressivo militar tentou maquiar o cenário do Riocentro para fazer com que as explosões parecessem obra de guerrilheiros esquerdistas.

Os registros estavam guardados pelo minucioso oficial. A unidade comandada por Molinas era reponsável por espionar e reprimir opositores ao regime militar. O DOI-Codi era localizado dentro do 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Rua Barão de Mesquita,no bairro da Tijuca. Ao se aposentar, o coronel levou para casa documentos preciosos, contando pormenores da sigilosa rotina da caserna. O dossiê deixa transparecer que a bomba no Riocentro também fez estragos dentro da sede do DOI-Codi, distante 30 quilômetros do centro de eventos.

Em meio aos papéis, surgem evidências de que oficiais forjaram fatos. Há inclusive uma orientação para simular o furto do veículo pertencente ao sargento que morreu na explosão, no sentido de desaparecer com pistas que seriam comprometedoras.

Oficiais forjaram cenário da ação

O acervo de Molinas foi arrecadado pela Polícia Civil gaúcha após o assassinato dele e revela detalhes inéditos do lado de dentro dos portões de uma das mais temidas unidades das Forças Armadas durante os anos de chumbo.

ZH teve acesso a memorandos datilografados e também manuscritos, no qual o coronel registra a mobilização que se instalou naquele quartel-sede da espionagem política do Brasil, imediatamente após a explosão. São ordens, contraordens e telefonemas com a finalidade de evitar que fatos e versões indigestas ao Exército viessem à tona.

Os papéis contêm medidas de prevenção para segurança de militares, recomendações para não serem fotografados e relação de bombas e artefatos explosivos no paiol do quartel para destruição coletiva e individual. Mas o mais espesso lote de documentos do coronel é do tempo em que ele dava as ordens no comando do DOI-Codi.

De próprio punho, o coronel Molinas teria redigido parte desses memorandos, divididos em dias, horas e minutos. Trabalho facilitado porque era detalhista. Um verdadeiro soldado espartano. Em meio à papelada sobressaem-se relatórios sobre o desastroso atentado no centro de convenções Riocentro. Uma das duas bombas que explodiram durante um show musical acabou matando o sargento Guilherme Pereira do Rosário e ferindo com gravidade o capitão Wilson Luiz Chaves Machado, chefe da seção de Operações do DOI-Codi.

Os papéis do coronel Molinas mostram que Rosário tinha o codinome de Agente Wagner e Wilson era chamado Dr. Marcos (militares de baixa patente eram chamados de agentes e oficiais eram doutores, na gíria da espionagem).

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CNV: relato de Aurélio do Carmo, governador do Pará eleito pelo povo e cassado pelo regime militar, em 1964

Nas audiências públicas da Comissão Nacional da Verdade são colhidos depoimentos sobre graves violações dos direitos humanos durante a ditadura. Veja o relato de Aurélio do Carmo, governador do Pará eleito pelo povo e cassado pelo regime militar, em 1964.

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CNV: Operação Condor: Ativista Jair Krischke fará revelações à Comissão da Verdade

Operação Condor: Ativista Jair Krischke fará revelações à Comissão da Verdade – 23/11/2012

Documentos inéditos sobre repressão serão entregues à CNV em Brasília em sessão pública

A Operação Condor, aliança internacional de repressão que atuou no Cone Sul na década de 1970 será o tema central do testemunho do ativista de direitos humanos Jair Krischke à Comissão Nacional da Verdade (CNV), em Brasília, a partir das 14h desta segunda-feira, 26 de novembro.

Em audiência aberta ao público, na sala de cinema do Centro Cultural Banco do Brasil (próximo a entrada 4 do CCBB, no Setor de Clubes Sul, em Brasília), a CNV receberá do ativista gaúcho de 74 anos documentos inéditos do acervo do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), que ele preside desde 1979, ano de sua fundação.

Respeitado internacionalmente, o MJDH de Krischke salvou da tortura, da morte ou do desaparecimento cerca de duas mil pessoas perseguidas durante os anos de chumbo das décadas de 1960 a 1980, quando regimes militares sufocaram a democracia nos países do Cone Sul do continente — Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai e Bolívia, além do próprio Brasil.

Na sessão da CNV, a ser presidida por Claudio Fonteles, coordenador da Comissão, e Rosa Cardoso, coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Operação Condor, Krischke mostrará documentos secretos que apontam o Brasil como criador e pioneiro da conexão multinacional que caçou, torturou, matou ou fez desaparecer centenas de dissidentes políticos perseguidos além-fronteira pelo aparato repressivo dos regimes da região.

Apoiado na documentação do MJDH, Krischke citará a primeira ação da Condor, ocorrida em Buenos Aires ainda em 1970. O relato será acompanhado da lista oficial, fornecida por canais oficiais de Buenos Aires, com os nomes dos brasileiros ou descendentes desaparecidos na Argentina por ações combinadas da repressão dos dois países. Um documento do DOPS de São Paulo que narra uma operação da Condor, acontecida na capital paulista em 1976, agora faz parte da “Causa Condor” que tramita na Justiça Federal Argentina.

O ativista exibirá provas documentais com pedidos ao Brasil da captura de militantes da oposição caçados pela repressão da Argentina, Uruguai e Paraguai, muitos deles até hoje desaparecidos. “Um desses documentos informa com singeleza: ‘preso pelo Exército brasileiro e entregue a polícia do Uruguai contra recibo’”, antecipa Krischke.

Krischke vai contestar a versão oficial das autoridades militares brasileiras sobre a queima de arquivos, informando sobre o atual paradeiro de documentos supostamente destruídos, sem autorização legal.

 

FONTE:

Assessoria de Comunicação
Comissão Nacional da Verdade
Mais informações à imprensa: Marcelo Oliveira
61-3313-7324
comunicacao@cnv.presidencia.gov.br

Documentos inéditos sobre repressão serão entregues à CNV em Brasília em sessão pública 23/11/2012 – Operação Condor: Ativista Jair Krischke fará revelações à Comissão da Verdade

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CNV: Claudio Fonteles divulga 11 textos sobre a repressão para consulta da sociedade

Cláudio Fonteles  (Foto: Alan Marques.Folhapress)

Claudio Fonteles divulga 11 textos sobre a repressão para consulta da sociedade – 22/11/2012

Textos, provisórios, são fruto de 5 meses de pesquisa no Arquivo Nacional, literatura especializada e análises periciais realizadas a pedido da Comissão Nacional da Verdade

O ex-procurador geral da República Claudio Fonteles liberou hoje para consulta da sociedade, no site da Comissão Nacional da Verdade, 11 textos de sua autoria nos quais analisa, em 80 páginas, sete casos de oposicionistas assassinados pelo regime militar e conjunturas relacionadas à ditadura brasileira instalada pelo golpe de 1964.

Os textos, provisórios, baseiam-se em cinco meses de pesquisa e análises de documentos em diferentes bases de dados do Arquivo Nacional, em Brasília, análise de literatura especializada e laudos periciais independentes solicitados pela CNV a um grupo de peritos que tem colaborado com a Comissão.

As pesquisas estão sendo realizadas no âmbito do Grupo de Trabalho sobre Graves Violações de Direitos Humanos (mortes, desaparecimentos forçados, ocultação e destruição de cadáveres, tortura e violência sexual). No trabalho, Fonteles tem sido auxiliado por servidores do Arquivo Nacional e assessores da Comissão.

Segundo Fonteles, no texto “Exercitando o diálogo”, que preparou para apresentar o material, a divulgação dos textos objetiva “abrir amplo espaço de diálogo, visando enriquecer essa pesquisa inicial com sugestões e críticas sobre os temas apresentados”.

ASSASSINATOS DISFARÇADOS – Os sete textos sobre os casos de assassinatos, ocorridos em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco apontam artimanhas da Ditadura para tentar dissimular a causa da morte dos opositores do regime, como os tradicionais registros de resistência a prisão seguida de morte, usada por anos para disfarçar a execução de Carlos Marighella, por exemplo, até manipulações macabras, como a troca do corpo de um militante assassinado no IML de Belo Horizonte para impedir o reconhecimento da vítima pela família, o que documentos revelam que ocorreu no caso da morte do militante Aldo de Sá Brito Souza Neto.

Outros documentos analisados por Fonteles demonstram manipulações de casos judiciais, como o do assassinato do padre Antônio Henrique, assassinado no Recife, provavelmente por integrantes do Comando de Caça a Comunistas, grupo paramilitar de extrema-direita. Documento, já enviado à Comissão Estadual da Verdade de Pernambuco Dom Hélder Câmara, pela CNV, demonstra que o então ministro da Justiça, Alfredo Buzaid, mandou assessores intervirem no inquérito policial e no posicionamento do Ministério Público de Pernambuco.
Os textos também expõem os falsos suicídios de Manoel Fiel Filho, Raul Amaro Nin Ferreira e João Lucas Alves, em que as farsas criadas pelo regime são desmontadas por depoimentos e documentos gerados pela própria ditadura. Num dos textos, Fonteles conclui ainda, com base em laudos do IML, que a morte de Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo, não se deu por conta de seus problemas de saúde, mas em virtude de tortura.

ESTRUTURAS – Em outros três textos, “O Estado Ditatorial Militar”, “A União Industrial Militar” e o “O Estado ditatorial militar e o Poder Judiciário”, Fonteles analisa documentos que apontam questões estruturais do regime.

O primeiro traz trechos da monografia que o então major Freddie Perdigão Pereira apresentou na Escola do Comando e Estado-Maior do Exército que mostram a máquina do Estado ditatorial militar; o segundo, documento do SNI que revela a união industrial militar ao mencionar a existência do Grupo Permanente de Mobilização Industrial, no qual é afirmado que “não é possível existir qualquer poderio militar, sem uma indústria que faça esse poderio” e o terceiro é sobre um documento da Aeronáutica ao Judiciário que prova que o Estado “deliberadamente mentia sobre ações que realizava e que resultaram em mortes e prisões de seus opositores políticos”.

Por fim, no texto, “Operação Ilha”, Fonteles revela detalhes obtidos em documento do SNI remetido à Presidência da República, em 1972, sobre o desmantelamento de um núcleo da Ação Libertadora Nacional, no norte de Goiás, que deixa claro que os exilados que voltavam de Cuba automaticamente entravam numa lista de marcados para morrer.Clique e leia o texto“Exercitando o Diálogo” e acesse todos os 11 textos produzidos por Fonteles.

 

Textos provisórios produzidos com base em pesquisa documental no Arquivo Nacional, literatura especializada e perícias pedidas pela CNV

•    A união industrial-militar 
•    O Estado ditatorial militar
•    O Estado ditatorial militar e o Poder Judiciário
•    Operação Ilha
•    Aldo de Sá Brito Souza Neto
•    Carlos Marighella
•    João Lucas Alves
•    Joaquim Câmara Ferreira
•    Manoel Fiel Filho
•    Padre Antônio Henrique
•    Raul Amaro Nin Ferreira

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CâmaraMunicipal de Curitiba recebe Fórum Paranaense da Verdade

Coordenadores do Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça foram recebidos no plenário da Câmara de Curitiba, na terça-feira (20), para falar sobre as ações desenvolvidas pela entidade. O convite foi feito pelo líder do PT, vereador Pedro Paulo, que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa. Na opinião do parlamentar, se hoje o país vive uma democracia é porque em um período triste da história pessoas lutaram contra a ditadura. “Temos que resgatar a memória desses personagens. Afinal, quem foram os curitibanos, ou moradores da cidade, que sofreram com a repressão”, indagou.

 

Na tribuna da Casa, o jornalista Roberto Salomão fez um histórico sobre a criação do movimento, iniciado para dar suporte à Comissão Nacional da Verdade, criada por lei federal. “Somos uma organização independente e já no ato de fundação contávamos com apoio de 40 entidades. Inclusive neste processo foi criada a Comissão de Direitos Humanos aqui da Câmara”, relatou. Salomão explicou que a ideia é levar a discussão para todas as cidades-pólo do estado e falou sobre a criação do observatório de direitos humanos, uma instituição permanente que visa garantir a plenitude dos direitos dos cidadãos. Outro resultado positivo destacado pelo coordenador foi a criação de comissões da verdade na Universidade Federal do Paraná, Ordem dos Advogados do Brasil e também na Assembleia Legislativa da Paraná, todas com o objetivo de investigar casos em que pessoas tiveram seus direitos violados durante o período ditatorial, de 1964 a 1985.

Os vereadores receberam exemplares do livro Caminhos da Resistência, que registra os locais que foram palco de violações dos direitos humanos e da luta pela democracia. Segundo Salomão, o fórum busca uma parceria com a prefeitura e com a Câmara Municipal, para que sejam instalados marcos físicos, como placas ou monumentos, que marquem os locais históricos. “É uma questão educativa, inclusive para que os mais jovens relembrem esse período. Propomos também a mudança na denominação de bens ou espaços públicos que homenageiam pessoas ligadas à ditadura, para que sejam substituídas por nomes de personagens que aturam na defesa dos direitos civis”, concluiu. Para Professora Josete (PT), é fundamental que todos, especialmente os jovens, tenham conhecimento dos fatos, para que ditaduras não voltem a se repetir no Brasil. A parlamentar ressalta que, historicamente falando, a ditadura militar é um fato recente e que todos os meios necessários para consolidar e aperfeiçoar a democracia brasileira devem ser adotados.

Fonte-Câmara Municipal de Curitiba

 

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