Comissão Estadual da Verdade do Rio Grande do Sul entrega seu relatório no dia 31 de março de 2015

ALRS

Link permanente para este artigo: https://forumverdade.ufpr.br/blog/2015/03/20/comissao-estadual-da-verdade-do-rio-grande-do-sul-entrega-seu-relatorio-no-dia-31-de-marco-de-2015/

50 ANOS da Guerrilha de Três Passos – Movimento Revolucionário 26 de Março

Guerrilha de Tres Passos

 

MJDH

36 ANOS do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, a
mais antiga organização de direitos humanos do Brasil.

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil

CONVIDA

 

Dia 25 de março

Às 19hs.

Auditório do Memorial do Legislativo/RS.
Rua Duque de Caxias, 1029 – Centro – Porto Alegre.

 

23 HOMENS TENTAM LEVANTAR O PAÍS
50 ANOS da Guerrilha de Três Passos – Movimento Revolucionário 26 de Março

 
O evento discutirá um episódio pouco conhecido da luta contra a ditadura civil-militar de 1964-1985: o levante que ficou conhecido como a “ Guerrilha de Três Passos”, primeiro movimento armado de resistência ao regime.

Poucos dias antes de completar um ano do golpe civil-militar que derrubou o governo do presidente João Goulart, um grupo constituído por camponeses, militares e profissionais liberais, de origem trabalhista/brizolista foi protagonista da primeira ação armada contra a ditadura, liderada pelo coronel Jefferson Cardim de Alencar Osório.

Link permanente para este artigo: https://forumverdade.ufpr.br/blog/2015/03/19/50-anos-da-guerrilha-de-tres-passos-movimento-revolucionario-26-de-marco/

Identificado os restos mortais do jornalista Eduardo Ramos junto com outras cinco vítimas em Pozo de Vargas

008149

Fonte: TucumánHoy.com

Novas identificações, com base em restos humanos, a partir de pesquisa realizada pela Equipe de Antropologia Forense da Argentina, em Pozo de Vargas, foram relatados para o Juiz Federal Fernando Poviña, que por sua vez notificou as famílias das vítimas.

 

Entre os identificados agora está o jornalista e poeta Eduardo Ramos, que foi sequestrado em sua casa com sua esposa Alicia Perrota em 02 de novembro de 1976.

 

A lista das outras pessoas identificadas nesta oportunidade são:

  • Valetin PALAVECINO domingo, 11/03/77 raptado, sequestrado
  • Ramon Oscar Bianchi 14.04.76, 19.05.76 seqüestrado
  • Ramon Antonio Ortiz, jornalista e poeta
  • José Eduardo Ramos seqüestrado 2 / 11/76,
  • Samuel Romero Geronimo seqüestrado 01/27/76
  • Vicente e Santiago Omar seqüestrado 02} / 02/76

 

O poeta José Eduardo Ramos (24 anos) e sua esposa Dora Alicia Cerrota (27) foram seqüestrados em sua casa em San Miguel de Tucumán. Ele era um jornalista de Notícias e no Canal 10 e foi visto na sede da policia de Tucumán, em Dezembro de 1976 e 1 de setembro de 1977. Alicia foi visto no mesmo lugar em junho de 1977, estava grávida e teria dado luz durante o seu cativeiro.
As identificações das vítimas feita pela equipe de Antropologia Forense da Argentina foi sobre realizada sobre o osso e não em amostras de esqueletos, como já aconteceu em outras valas comuns ou individuais das vítimas do terrorismo de Estado. Acontece que a maneira pela qual os corpos foram jogados, em profundidade e a degradação não foi possível reconstruir os esqueletos.
A existência do poço foi revelada por uma denúncia há 10 anos, após os quais testemunhos de pessoas narraram que, durante a ditadura os corpos foram jogados no local onde foram encontrados.
Pozo de Vargas, com cerca de trinta metros de profundidade, está localizado em uma fazenda, no departamento de Tafi Viejo, em Francisco de Aguirre Avenue , 4500, cerca de seis quilômetros do centro de San Miguel de Tucumán.
Abaixo está a lista de completa de todas as pessoas que já foram identificadas em Pozo de Vargas e que se somam às descobertas acima:

 

  1. Enrique Sánchez
  2. Hernán Eugenio Gonzalez
  3. Leopoldo Reynaldo Navarro
  4. Roberto Raymundo Vega
  5. Segundo Bonifacio Arias
  6. Nilda Zelarayán de García
  7. Justina Andrea Carrizo
  8. Luis Lescano
  9. Emilio Antonio Ybarra Trejo.
  10. Guillermo Vargas Aignasse
  11. Manuel Zoilo Reyes
  12. Antonia Romano de Palavecino,
  13. Gloria Susana Figueroa Nieva
  14. Humberto Adolfo Lizarraga
  15. Lisandro Díaz
  16. Domingo “Minguila” Díaz
  17. Roque Marcelino Brizuela.
  18. Julio Oscar Zurita santiagueño,
  19. Raúl Roque Danun
  20. Dardo Molina
  21. Eduardo Nicanor Giménez
  22. Marta Azucena Castillo.
  23. Liliana Teresa Colombatti,
  24. María Carmen del Valle Jaramillo Galindo,
  25. Manuel Angel Gonzalez,,
  26. Manuel Arturo Rojas,
  27. Carlos Rafael Espeche,
  28. Gabriel Fernando Costilla y de
  29. Os irmãos gemeos Hugo Serafin
  30. Manuell Ignacio Urueña

 

46955412-pozodevargas 46955446-fotospozovargas

San Miguel de Tucumán, Tucumán, Argentina

Avenida Fco. de Aguirre

 

 

Link permanente para este artigo: https://forumverdade.ufpr.br/blog/2015/03/19/identificado-os-restos-mortais-do-jornalista-eduardo-ramos-junto-com-outras-cinco-vitimas-em-pozo-de-vargas/

Hecilda, pequena mãe, seguiremos na luta! (Paulo Fonteles Filho)

?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????Á

[gview file=”https://forumverdade.ufpr.br/wp-content/uploads/Hecilda-Fontelles.pdf”]

 

[gview file=”https://forumverdade.ufpr.br/wp-content/uploads/Hecilda-Fontelles-testemunho.pdf”]

 

Rogério Almeida e Lilian Campelo* – Colaboração para a Carta Maior

Fonte: Carta Maior

Hecilda Veiga – uma das mulheres no fronte
Ela tem pouco mais de um metro e meio. Corpo franzino e cabelos ralos. O físico frágil não a impediu de integrar um grupo de ativistas em defesa dos direitos humanos em Belém, capital do Pará, no período conhecido como de exceção na história política brasileira (1964-1985). O raciocínio articulado que recompõe com entusiasmo fatos históricos, ganha forma a partir de uma voz suave.

Ao lado de outras mulheres como Marga Rothe, Eneida Guimarães, Rosaly Brito, Regina Lima, Ana Célia Pinheiro, Isabel Cunha, a professora do Instituto de Filosofia e de Ciências Humanas da Universidade Federal do Pará (UFPA), Hecilda Mary Ferreira Veiga ajudou a fundar a Sociedade de Defesa de Direitos Humanos (SDDH), e militou no PC do B e na Ação Popular (AP). Num instante em que o PCdoB e a AP rivalizavam a hegemonia da esquerda com o PCB.

Além de Hecilda e seus pares mais próximos, é conhecida na história do Pará a atuação do ex-deputado e escritor Benedito Monteiro, o professor e escritor Joao de Jesus Paes Loureiro, Cláudio Barradas, Ronaldo e Ruy Barata e Raimundo Jinkings contra o regime. A pessoa que se depara com a educadora nos corredores da UFPA não imagina as agruras que a mesma passou nos cárceres durante a ditadura militar.

“Eu acho que meu coração ainda é de estudante, como diz a música de Milton Nascimento.” Assim a professora começa a narrar a experiência que viveu durante o período da ditatura civil militar. Antes, tira da bolsa um lenço branco decorado nas bordas com pequenas flores coloridas. Põe em seu colo, lugar mais acessível às mãos, que livres poderá usá-lo caso precise.
O narrar da história se faz a partir da construção de fatos. É um desenrolar de lembranças de homens, mulheres e crianças que fazem parte desse enredo, mas o que se observa é que o protagonista da memória oficial, ao longo de muito tempo, teve um narrador, a figura masculina.

Elas não são de Atenas
“Mirem-se no exemplo / Daquelas mulheres de Atenas / Vivem pros seus maridos / Orgulho e raça de Atenas”. A música de Chico Buarque, em tom irônico, demonstra como a sociedade define o papel da mulher. Ao longo dos tempos, elas foram relegadas ao anonimato e ao esquecimento, o que se observa em um dos episódios mais recentes e brutais da história brasileira.

Mulheres que transgrediram a ordem e o progresso ditado pelo governo foram torturadas. Por serem mulheres, as torturas tinham o objetivo de degradar a alma feminina. O corpo nu ficou à mercê do torturador, as humilhações, a violência psicológica e sexual não pouparam mães, freiras, jovens, nem mesmo grávidas.

Sim, grávidas. Foi o caso da paraense Hecilda Veiga. “Quando fui presa, minha barriguinha de cinco meses de gravidez já estava bem visível. Fui levada à Delegacia da Polícia Federal, onde, diante da minha recusa em dar informações a respeito de meu marido, Paulo Fontelles, comecei a ouvir, sob socos e pontapés: ‘Filho dessa raça não deve nascer.”

O testemunho está no livro “Luta, substantivo feminino”. A obra faz parte do relatório “Direito à memória e à verdade”, realizado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos e de Políticas para Mulheres. Nele, há histórias de vida e morte de 45 mulheres brasileiras que lutaram contra a ditatura militar e o testemunho de 27 sobreviventes que narram com coragem os horrores que sofreram nos porões da ditatura.

Hecilda Veiga lutou contra o regime juntamente com seu esposo Paulo Fontelles, assassinado em 11 de junho de 1987, a mando da União Democrática Ruralista (UDR). Paulo, nessa época, advogava as causas camponesas e estava à disposição da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no sul do Pará.

Marido e mulher eram militantes na Ação Popular Marxista-Leninista (APML). O casal foi para Brasília, onde ficaria mais próximo dos acontecimentos políticos. Ela estudava Ciências Sociais, ele Direito na Universidade de Brasília (Unb). Mas, em outubro de 1971, foram presos. Neste ano, começou a história de coragem e luta pela dignidade humana não só de Hecilda, mas de muitas Marias, Anas, Lúcias, Teresas…

Naquele momento havia um interesse e curiosidade em tudo que acontecia. Havia uma atmosfera contra as condições coloniais em vários cantos do mundo, e pela ampliação dos direitos civis. Havia substância. Preocupava-se com um caminho para uma revolução brasileira. Em Brasília causava estranheza para o pessoal que a gente da Amazônia conhecesse a última canção do Chico Buarque. Os debates eram candentes e acalorados. Tive dificuldades em voltar para a universidade a experiência do cárcere. As coisas que sofri e vi foram terríveis.

1971 – prisão em Brasília
“Fomos convidados pela direção do partido para ajudar a oxigenar a luta. Morávamos na própria universidade, num alojamento destinado a casais. Não tardou, eu e o Paulo assumimos a condição de lideranças para reavivar os centros acadêmicos livres. As medidas encaminhadas pelo professor Darci Ribeiro haviam sido refreadas, e parte do quadro de professores demitida, e outra seguiu para o exílio no exterior” rememora Veiga.

A professora pondera que em Belém ocorria uma gravitação de pessoas em torno da Faculdade de Ciências e Letras da UFPA, e que havia uma série de representações estudantis em Belém que agitavam a mobilização em oposição do regime. “A Escola Paes de Carvalho tinha tradição de pessoas articuladas, entre elas recordo da Zélia Amador, Cristóvão, Pipira (Medicina), Mauro Brasil, Ubiratan Barbosa. Promoveram ocupações de alguns prédios públicos aqui em Belém em protesto contra a violência da ditadura. Neste momento recuperamos o Centro popular de Cultura (CPC),” recorda.

Sobre a prisão e tortura, em relato publicizado na internet, a professora narra que:
“Fui levada ao Pelotão de Investigação Criminal (PIC), onde houve ameaças de tortura no pau de arara e choques. Dias depois, soube que Paulo também estava lá. Sofremos a tortura dos “refletores”.

Noutro momento ilustra que “Eles nos mantinham
acordados a noite inteira com uma luz forte no rosto. Fomos levados para o Batalhão de Polícia do Exército do Rio de Janeiro, onde, além de me colocarem na cadeira do dragão, bateram em meu rosto, pescoço, pernas, e fui submetida à ‘tortura cientifica’, numa sala profusamente iluminada. A pessoa que interrogava ficava num lugar mais alto, parecido com um púlpito. Da cadeira em que sentávamos saíam uns fios, que subiam pelas pernas e eram amarrados nos seios.”

“As sensações que aquilo provocava eram indescritíveis: calor, frio, asfixia. De lá, fui levada para o Hospital do Exército e, depois, de volta à Brasília, onde fui colocada numa cela cheia de baratas. Eu estava muito fraca e não conseguia ficar nem em pé nem sentada. Como não tinha colchão, deitei-me no chão. As baratas, de todos os tamanhos, começaram a me roer. Eu só pude tirar o sutiã e tapar a boca e os ouvidos. Aí, levaram-me ao hospital da Guarnição em Brasília, onde fiquei até o nascimento do Paulo. Nesse dia, para apressar as coisas, o médico, irritadíssimo, induziu o parto e fez o corte sem anestesia. Foi uma experiência muito difícil, mas fiquei firme e não chorei, encerra Hecilda.”

Lenço branco
Contar o que foi 1968 faz parte da memória coletiva. Enfrentar o passado é o primeiro passo para que a sociedade entenda os fatos ocorridos e, assim, não permita que crimes contra a humanidade voltem a acontecer, argumenta Hecilda.

“Eu tinha certa dificuldade de falar sobre isso, mas já passou aquela fase mais difícil dos primeiros tempos. Mas eu acho que é preciso que a gente conte tudo isso para que não se repita mais. Poxa, quantas vidas interrompidas! A vida de uma geração. Até hoje fico muito comovida quando ouço a música ‘Coração de estudante’: ‘Podaram seus momentos, desfiaram seus destinos’. A sensação que eu tenho até hoje é essa, de que eu estou correndo contra o tempo, por que eu tive a minha vida acadêmica interrompida. Eu concluí meu curso depois de 15 anos. E, apesar disso, eu ainda posso dizer ‘ah, eu sobrevivi’, mas quantos outros não sobreviveram?”

Hecilda Veiga hoje é professora de Ciência Política na UFPA, local em que, por coincidência ou não, iniciou a carreira de militante antes de ir a Brasília, em 1968. Como ela, muitas mulheres lutaram e buscaram um país mais justo para todos os brasileiros, especialmente para as mulheres.

Hoje, ela conta sua história. Outras tiveram destinos parecidos, como Inês Etienne Romeu, a única sobrevivente da “Casa da Morte”, em Petrópolis, estado do Rio de Janeiro. E, ainda, outras tiveram suas vidas interrompidas durante um dos momentos mais obscuros da história brasileira, como a sindicalista rural Margarida Maria Alves, morta em 1983 na Paraíba por pistoleiros, a mando de fazendeiros da região.

O que tiramos de tudo isso? Que os direitos das mulheres no Brasil foram conquistados em meio à luta, à dor e resistência e, em muitos casos, sob julgo e morte. O que moveu essas mulheres? O espírito de transformação, da indignação ante a barbárie e a injustiça. E de todas essas histórias ficará o ensinamento da professora Hecilda: é preciso contar sempre, para que episódios como esses nunca mais se repitam. Ao final, a professora devolveu o lenço à bolsa. Não precisou usá-lo.

*Lilian Campelo é jornalista; Rogério Almeida é autor do livro Pororoca pequena – marolinhas sobre a (s) Amazônia (s) de Cá\2012 e anima o blog Furo. Entrevista: Lilian Campelo e Luena Barros (jornalistas) Dilermano Gadelha (estudante de jornalismo da UFPA).

 

Saiba mais:

Paulo Fonteles Filho: “Não achavam algemas para meus pulsos de recém-nascido”

 

 

 

 

 

 

 

Link permanente para este artigo: https://forumverdade.ufpr.br/blog/2015/03/19/hecilda-pequena-mae-seguiremos-na-luta/

CENTRO DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA FORENSE (CAAF): AJUDE A IDENTIFICAR ESSA PESSOA!!!

AJUDE A IDENTIFICAR ESSA PESSOA!!!

 

O CENTRO DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA FORENSE (CAAF), da Universidade Federal de São Paulo (INIFESP), cujo objetivo é desenvolver estudos e pesquisas destinados à identificação de vítimas de repressão institucional do passado e do presente, atualmente trabalha na identificação das 1049 ossadas encontradas em 1990, na vala clandestina de Perus.

 

Esse trabalho inclui, além do exame das ossadas, a análise dos livros do Instituto Médico Legal (IML), onde foi encontrado o registro de uma pessoa desconhecida, cujos dados disponíveis seguem abaixo.

 

Dados

Desconhecido

Data da morte: 28/08/1971

Idade aproximada: 30 anos

 

Desconhecido com a sigla T.R.R. que, segundo o laudo necroscópico faleceu em 28 de agosto de 1971 que não sabemos o que é, vindo do DOPS, com a assinatura dos médicos legistas Mario Roberto Coriolano e Abeylard Orsini. Segundo o laudo necroscópico (longe de ser verdade, mas enfim) ele tinha 30 anos presumíveis, branco, cabelos e olhos castanhos e dentes em regular estado e homicídio a esclarecer segundo o histórico que consta no laudo necroscópico. A causa mortis é anemia aguda por hemorragia interna traumática. Vale ressaltar que ele levou um tiro. Abaixo segue a foto, a página no livro de fotografias de vítimas e o laudo necroscópico que encontramos a partir do número do IML.

Solicita-se àqueles que souberem de alguma informação, capaz de auxiliar na identificação dessa pessoa que entrem em contato, através do e-mail: comite.mvj.sp@gmail.com.

 

ff1 ff2 ff3 ff4

Link permanente para este artigo: https://forumverdade.ufpr.br/blog/2015/03/17/centro-de-antropologia-e-arqueologia-forense-caaf-ajude-a-identificar-essa-pessoa/

Comitê Carlos de Ré: homenagem ao pianista Tenório Jr, desaparecido político no dia 18 de março de 1976

Fonte: Comitê Carlos de Ré

Comitê   Carlos  de  Ré  da  Verdade  e   Justiça  do  Rio  Grande  do  Sul

Datas importantes

 

No dia 18 de março de 1976, deu-se o sequestro e desaparecimento até os dias de hoje do pianista Tenório Jr. na cidade de Buenos Aires. Com o nome de “Lembranças”, na interpretação de Toquinho e Boca Livre, a canção composta em sua homenagem por Mutinho e Toquinho, numa produção do Comitê Carlos de Ré.

 

A maior ação criminosa estatal realizada nas terras da América tem sua data descomemorada desde 26 de março de 1976, quando a elite da Argentina usou a mão armada para vitimar seu próprio povo.

 

Do mesmo modo, desde 31 de março de 1964 o Brasil carrega a chaga do sequestro, tortura, mutilação, assassinato e desaparecimento de opositores ao regime usurpador instalado há 51 anos, com o agravante de que a impunidade dos mesmos segue estimulando a violência atual contra a população carente.

 

O Dia Internacional do Desaparecido Político é celebrado em todo o mundo na data de 24 de março.

 

 

Convite.

 

Na Assembleia Legislativa do RS, se fará a descomemoração do quartelaço de 1964, com ato no dia 31 de março às 18 horas, quando nosso Comitê fará presença. Através da publicação e entrega do Relatório Azul  anual da Comissão de Direitos Humanos daquela Casa, poderá a cidadania acessar em forma impressa o Relatório da Comissão Estadual da Verdade que cumpriu a tarefa regional de apoio à Comissão Nacional da Verdade.

 

Haverá entrega de livros, palavras formais, relato de vítimas, canções.

 

Homenagem.

 

A Avelmar Moreira de Barros, de profissão chacareiro, opositor assassinado por funcionários oficiais sob tortura em 24 de março de 1970 na Secretaria de Segurança do Estado do RS. Os culpados seguem impunes.

 

Comitê  Carlos  de  Ré  da  Verdade  e   Justiça  do  RS.

Premio dos Direitos Humanos do Estado do Rio Grande do Sul 2013.

 

“…pois não posso dar a outra face / se já fui machucado brutalmente…”

 

baner-blog-chris

Join the Forum discussion on this post

Link permanente para este artigo: https://forumverdade.ufpr.br/blog/2015/03/17/comite-carlos-de-re-homenagem-ao-pianista-tenorio-jr-desaparecido-politico-no-dia-18-de-marco-de-1976/

Comissão da Verdade do Estado de São Paulo – Rubens Paiva, entrega o seu relatório final à sociedade

comissao-verdade-tomo

A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo – Rubens Paiva, entrega a partir de agora o seu relatório final à sociedade. O documento completo pode ser acessado no site da comissão. Reproduzimos abaixo o texto que abre o documento.

 

INTRODUÇÃO

Este relatório documenta graves violações dos direitos humanos do passado e testemunha, em razão do próprio momento de sua elaboração, a difícil efetividade desses direitos no presente. Somente cinquenta anos após o golpe que derrubou o presidente João Goulart, foi concluído o relatório de uma Comissão Nacional da Verdade sobre os crimes da ditadura militar. Apesar disso, e do meio século que transcorreu, ainda não tivemos justiça. Quatro décadas depois da Guerrilha do Araguaia, o destino dos desaparecidos continua ignorado, apesar das sentenças condenatórias da justiça brasileira e da Corte Interamericana de Direitos Humanos, em processos movidos por familiares de mortos e desaparecidos políticos. Os torturadores, assassinos e os financiadores da repressão seguem sem condenações criminais. O Brasil continua a ser um Estado fora da lei no tocante aos direitos humanos.

Este Relatório tem como fulcro as vítimas e suas memórias. Falta muito a avançar no tocante aos agentes do Estado que cometeram graves violações de direitos humanos e aos particulares que as apoiaram, financiaram ou praticaram. É fundamental ressaltar a grande dificuldade de acesso aos arquivos públicos, mais notadamente os da ditadura: instituições como as Forças Armadas e o Ministério das Relações Exteriores, fundamentais para a cadeia de repressão e o sistema de vigilância, continuam a negar o acesso a certos documentos do período, ainda desconhecidos, e ainda não fizeram a autocrítica necessária para a vida democrática.

A CEV “Rubens Paiva” buscou, desde sua forma de funcionamento, seguir os princípios democráticos que foram negados pelo golpe de 1964, e sem os quais não é possível fazer jus à memória, à verdade, à justiça e às reformas institucionais que continuam necessárias para o país em seu longo processo de justiça de transição. Por essa razão, todo o material produzido por esta Comissão, este relatório com suas milhares de páginas de anexos contendo as transcrições das audiências e os documentos encontrados, os vídeos dessas audiências e os três livros publicados ficarão disponíveis gratuitamente na internet.

Esse princípio democrático e a participação popular foram explicitados mais de uma vez pelo presidente da CEV “Rubens Paiva”, deputado estadual Adriano Diogo, e com eles terminamos esta introdução:

A Comissão da Verdade não pode ser vista como um movimento isolado da sociedade. Ela é o produto de uma luta. Então, nem o Estado brasileiro, nenhum partido político, nenhum governo pode ser única e exclusivamente o canal de representação da sociedade. A Comissão da Verdade, tanto a Nacional, criada na forma da lei, como as estaduais e as municipais […] são o produto da luta, da resistência do povo brasileiro 

footer-sponsor-realizacao

Join the Forum discussion on this post

Link permanente para este artigo: https://forumverdade.ufpr.br/blog/2015/03/17/comissao-da-verdade-do-estado-de-sao-paulo-rubens-paiva-entrega-o-seu-relatorio-final-a-sociedade/

Comissão de Anistia homenageia mulheres que se destacaram na defesa contínua dos direitos das mulheres e reconstrução da memória histórica e esclarecimento da verdade

À esquerda, Ideli Salvatti, Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, à direita Ivete Caribé da Rocha, homenageada.

À esquerda, Ideli Salvatti, Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, à direita Ivete Caribé da Rocha, homenageada.

 

Fonte: Portal do Ministério da Justiça

Fotos: Isaac Amorim/AG:MJ

 

Brasília 10/03/2015 – A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça realizou nesta terça-feira (10) uma sessão especial em homenagem a oito mulheres que se destacaram na defesa contínua dos direitos das mulheres e reconstrução da memória histórica e esclarecimento da verdade de fatos ocorridos durante o período ditatorial no Brasil. A solenidade contou com a presença da ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvati e outras autoridades.

Em seu discurso de abertura, a vice-presidente da Comissão de Anistia, Sueli Belatto, reverenciou a história de mulheres que, no seu tempo, vislumbraram um Brasil ético e justo e não economizaram sua juventude para transformar o país. “Hoje comemoramos as lutas de resistências de quem não se curvou no tempo e não perdeu a fé diante das dificuldades e delega às novas gerações o dever de aperfeiçoar as instituições democráticas”, enfatizou.

Para a deputada federal, Luiza Erundina, uma das homenageadas, enquanto não se der conta à sociedade da responsabilidade dos autores dos crimes praticados no período de exceção, não se poderá dizer que se consolidou a democracia no país. “Enquanto houver um brasileiro desaparecido, não revelado onde estão seus restos mortais, vítimas dessa época ditatorial, nós estaremos atentas, vigilantes, batalhando e exigindo que se faça justiça”, disse.

Na oportunidade, também foram apreciados requerimentos de anistia política de seis mulheres que foram perseguidas e que lutaram contra a ditadura militar. Ideli Salvati disse que a Comissão de Anistia faz justiça ao julgar crimes que o Estado brasileiro praticou na ditadura civil-militar contra quem estava “lutando pela liberdade na nossa pátria”.

 

As homeageadas:

 

  • Ivete Caribé, membro da Comissão Estadual da Verdade do Paraná.
  • Rosalina Santa Cruz, membro da Comissão da Verdade da Puc, São Paulo.
  • Nadja Brayner, membro da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara, Pernambuco.
  • Tereza Lajolo, membro da Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog, São Paulo.
  • Maria Rita Kehl, membro da Comissão Nacional da Verdade.
  • Tatiana Merlino, membro da Comissão da Verdade do estado de São Paulo Rubens Paiva, São Paulo.
  • Luiza Erundina, Comissão Parlamentar Memória, Verdade E Justiça da Câmara dos Deputados
  • Ivonette Santiago de Almeida, membro da Comissão da Verdade da Anísio Teixeira da Unb, Brasilia/DF.

Clique na imagem abaixo para acessar a galeria de fotos.

must i or needn’t i buy
valentino outlet Are the armholes too low on this J Crew Blazer

This would lead to the drama that ensued in Episode III
iPhoneworld4 Main Everyday Handbag Styles Available To You In Today
burberry schal
How To Approach Celebrity Clothes
iphone 5 parts How to Write a

How to Wear Fashion Scarves
FixjeiPhone Bloodlust also through Urban Vision

Persistent People Begin Their Success Where Others End In Failure
casquette obey was built in 1651

How to Wear a Short Skirt
iMonster Parts helpful tips street fashion or corporation institutions

Fashion Week struts into nation
no no pro make sure your shoe situation is covered

fashion farmers markets Feb 3
links of london charms his physical appearance is based on former Fox Chairman Barry Diller

With The Famous Damier Print Of Louis Vuitton
moncler outlet how much cash cotton did it take to generate a tee shirt

With Mud Flaps At The Back
valentino outlet cinco dom mayonnaise routines to master

Link permanente para este artigo: https://forumverdade.ufpr.br/blog/2015/03/12/comissao-de-anistia-homenageia-mulheres-que-se-destacaram-na-defesa-continua-dos-direitos-das-mulheres-e-reconstrucao-da-memoria-historica-e-esclarecimento-da-verdade/

DIREITOS HUMANOS – DOUTRINA DA SEGURANÇA NACIONAL E SITUAÇÃO CARCERÁRIA NA AMÉRICA LATINA

DIREITOS HUMANOS – DOUTRINA DA SEGURANÇA NACIONAL E SITUAÇÃO CARCERÁRIA NA AMÉRICA LATINA

Ivete

 

 

Ivete Caribé da Rocha, Advogada e membro da Comissão Estadual da Verdade do Paraná, coordenadora do Grupo de Trabalho Operação Condor,  fala sobre sobre a ditadura brasileira e as consequências da Doutrina de Segurança Nacional nos dias atuais. 

 

 

Sob a justificativa de salvar do comunismo a América Latina, os EUA introduziram a Doutrina da Segurança Nacional em todo o continente e com essa motivação, estabeleceram “acordos de ajuda mútua” entre os exércitos e policias de quase todos os países, com a obrigatoriedade de treinamentos em escolas militares e outros centros, a princípio na chamada Escola das Américas, no Panamá, mais tarde transferida para os Estados Unidos.

 

Os treinamentos de militares e policiais da América Latina, aconteceram desde a década de 1950 em diante, tendo como prioridade os ensinamentos de ódio aos comunistas, treinamentos de tortura e métodos de violenta repressão a qualquer organização popular, vista como “inimigos internos” dentro dos países acordantes. Esses “inimigos internos”, podiam ser os movimentos estudantis, dos trabalhadores e dos indígenas.

 

Dessa forma, os oficiais militares e policiais, que faziam treinamentos nas escolas estadunidenses, retornavam a seus países, com a plena convicção de que seu dever era “salvar” seu povo do comunismo. Para tanto, era necessário e justo reprimir qualquer manifestação de inconformados com o sistema vigente.

 

Após a implantação das ditaduras militares no continente latino americano, esse pensamento ganhou força, passando a ser gestado o grande aparato repressor, mediante uma maior colaboração, não só dos militares e da polícia de cada país, como de toda a elite temerosa em perder suas benesses. As grandes empresas, Bancos e a imprensa em geral, se uniram para dar respaldo e a estrutura necessária a esse aparato repressor, capaz de calar as vozes daqueles marginalizados e socialmente injustiçados que viessem reclamar algum direito.

 

A crueldade da repressão nas ditaduras latino-americanas, não perdeu para o holocausto na forma de agir do terrorismo de Estado. Muitos dos métodos usados pelos torturadores daqui, foram ensinados pelos nazistas, protegidos dos norte-americanos, aos professores da CIA, que por sua vez, repassaram seus conhecimentos aos torturadores latino-americanos. Klaus Barbie (O carniceiro de Lyon) e Adolf Eichmann, entre outros, trabalhando para a CIA na caça aos comunistas, viveram tranquilamente em nosso Continente. O primeiro, conseguiu cidadania na Bolívia e colaborou amplamente com a ditadura de Hugo Banzer e dos outros países do Cone Sul, inclusive, Brasil e Chile[i].

 

[i] Sobre Klaus Barbie, no Livro “O Inimigo do meu Inimigo” – 2007, de Kevin Macdonald: Na América Latina ajudou a perseguir, torturar e matar vários membros “indesejáveis” das Ditaduras Militares plantadas no subcontinente pelo Império “tema aprofundado em Geopolítica do Golpe de 64”, principalmente na Bolívia, onde seu envolvimento na caça, captura e extermínio de Che Guevara ficou provado, mas também na Argentina, no Brasil, no Chile e onde mais suas eficientes “técnicas de interrogatório” fossem necessárias.

 

Essa breve introdução, se faz necessária para mostrar o quanto a América Latina ainda vive sob a Doutrina da Segurança Nacional e sofre a violência herdada dos anos sombrios das suas ditaduras, com a mesma perseguição, especialmente, ao “inimigo interno” representado pelos que reclamam das injustiças sociais e os marginalizados, frente a uma elite que usufrui, desmesuradamente, das riquezas produzidas e deixa apenas migalhas à grande maioria da população.

 

Um passar de olhos pela história da criação dos exércitos e polícias na América Latina, mostra que desde o princípio, essas categorias foram ensinadas e conduzidas a reprimir os reclamos de injustiça social da camada mais vulnerável da sociedade, com métodos que se perpetuam, de geração em geração, graças ao desconhecimento da história, da ausência de memória e da despolitização crescente da população, com a potente colaboração dos meios de comunicação.

 

A situação degradante dos cárceres nos países da América Latina, os métodos de tratamentos aos encarcerados, assim como, as justificativas para as violações aos Direitos Humanos, são práticas uniformizadas nas prisões, onde provas são gestadas por meios ilegais e indefensáveis aos condenados/vítimas, para encobrir os atos obscuros dos agentes da Lei, que, em tese, têm a responsabilidade e ao mesmo tempo, o poder sobre a vida do encarcerado. É nesse contexto, que a ONU, analisou as prisões latino americanas, diagnosticando as péssimas condições carcerárias e a prática de torturas e tratamento degradante aos encarcerados. Foi também constatado pela ONU, que nenhum país da América Latina, estabeleceu um mecanismo de prevenção à tortura e sugeriu que os países “estabeleçam Grupos imparciais que possam visitar as prisões e implementar os padrões internacionais de tratamento dos prisioneiros”.

 

É estarrecedor o verdadeiro genocídio das últimas gerações, submetidas a um cruel sistema repressivo policial e carcerário, que enchem páginas de jornais e programas policiais na televisão, onde o pensamento preconceituoso dissemina o ódio e o medo na população, justificando mais armas letais e mais policiais treinados para esse confronto, apoiados por amplos setores dominantes, que concordam com essa violência, ao invés de enfrentar a base dos problemas, que mais uma vez aponta para  a falta de distribuição da renda e a ausência de políticas públicas educacionais para os jovens, que lhes permita ter uma perspectiva de vida mais promissora.

 

Na prática cotidiana dos cárceres, são aplicados castigos desumanos, aos prisioneiros, suprimindo seus direitos básicos, em constante burla às Leis, ante a simples análise de conduta pelo agente público, sem maiores critérios, muitas vezes, por pura antipatia pessoal, ou, algum preconceito.

 

Em recente visita ao Cárcere da Cidade de Osorno, no Chile, com um grupo de autoridades e membros da academia da Universidade local, constatamos, na rápida passagem, como vivem os encarcerados. Em sua grande maioria, são jovens, na faixa de 19 a 25 anos, quase todos condenados por roubos. Nessa faixa etária, deveriam ter cursos escolares à disposição, inclusive, como forma de redução da pena e reinserção social, porém, há somente uma classe para todos e, ainda assim, de acordo com a direção do presídio, o apenado, pode ser impedido de frequentar a classe, como castigo por qualquer situação tida como ato de indisciplina dentro do cárcere. Esse mesmo castigo é imposto, àquele que eventualmente, tendo direito a requerer a progressão do regime, é impedido de fazê-lo.

 

Aos familiares dos encarcerados, o tratamento é indigno e vexatório. São vistos e tratados pelos agentes penitenciários, como se fossem também condenados, mediante constrangimentos humilhantes, que perpassam os muros das prisões e dificultam a vida em sociedade desses familiares de presos.  Essa prática abusiva, condenada por organismos internacionais de direitos humanos, é mais uma forma de punir o preso e de impedir a sua reintegração social ao sair da prisão. São informações que só são dadas a conhecer, aos advogados e instituições que trabalham diretamente nas prisões.

 

É sabido que os familiares dos presos, são a principal força de resistência a todas as violações praticadas nas prisões contra seus entes. São eles que ficam sabendo primeiro dos maus tratos e das reais condições carcerárias, mas não possuem a força e os meios para lutar pelos direitos do familiar condenado. Não se trata aqui, de discutir o mérito das condenações, que cabe aos juristas, o que se discute, é o cumprimento das leis e regulamentos que devem ser observados pelas autoridades competentes, em relação à vida do detento no interior do presídio.

 

Resta portanto, aos familiares dos presos, fortalecer-se, criando associações que agreguem profissionais de todas as áreas atuantes na defesa dos direitos humanos, a nível local, nacional e internacional, que possam auxiliar na busca dos direitos e nas denúncias de graves violações.

 

Organizações como a Anistia Internacional, a Organização das Nações Unidas – ONU e algumas ONGs, que trabalham na defesa dos direitos humanos, podem ser um caminho para tornar visíveis as graves violações e contribuir em diálogos com todas as partes envolvidas, com o objetivo de fazer as mudanças para um tratamento digno ao preso e aos seus familiares, dentro da ordem legal instituída e assim cumprir a finalidade de ressocialização do apenado. 

 

No plano governamental, é visível que as mudanças políticas, de Estados ditatoriais para as novas democracias do Cone Sul, não foram capazes de extinguir as graves violações aos direitos humanos. Elas se inovaram dentro de uma pseudo democracia, que permite manifestações sociais e o livre pensar, mas se omite nos casos de perseguições às lideranças de movimentos populares, que em geral, acabam pagando com a própria vida. É assim, com lideranças do Movimento Sem Terra, no Brasil, com os movimentos indígenas no Chile e com os camponeses no Paraguai, entre outros países. Por isso, iniciativas de organizações não governamentais, como a idéia de uma Câmara Jurídica Latino Americana, proposta pela Rede Casla e discutida no Congresso do IV CEPIAL, na Universidade de Los Lagos, em Osorno, em janeiro do ano em curso, poderá ser uma importante força em defesa de todos os princípios que regem os direitos humanos e a verdadeira democracia que se espera para a América Latina.

 

Ivete Caribé da Rocha

or a classic fit in wool for office attire
electronic cigarettes The 7 Most Needlessly Terrifying Pieces of Heavy Machinery

it is an affordable option to begin a fashion design career
electronic cigaretteConcept Korea showcases five designers at New York Fashion Week 2013
Can a window covers improve a homes value and it’s ‘curb’ appeal
FixjeiPhone a depressed school kid

Cracked tries its hand at fashion
plus size lingerie wholesale If you’re a girl

The Great and Powerful premieres in London Photos
purple hair dye onions or mushrooms into large chunks

the newest retro fashion craze
buy instagram followers part vii update

Fashion and Style Q Fashion Icon Veronica Webb Debuts Apparel Collection Photos
throw pillows Lady Gaga and the burlesque burlesque b Ital

How to Be a Stylist for a Fashion Magazine
diecast cars Reagan undergoes colon cancer surgery

MDI FSM start application process for 2011
nono hair removal add color that softens the red in your face

Bankruptcy credit counseling gets you clear on bankruptcy issues
electronic cigarette But you can’t do that if you’re always buried in your business

Link permanente para este artigo: https://forumverdade.ufpr.br/blog/2015/02/26/direitos-humanos-doutrina-da-seguranca-nacional-e-situacao-carceraria-na-america-latina/

Universidade Federal do Pará realizará Sessão de Desagravo dedicada a todos os membros da comunidade universitária que tiveram seus direitos humanos violados durante a ditadura militar

Mocao - Ato de Desagravo - Comissao da Verdade da UFPará

 

A Universidade Federal do Pará  -UFPA, a pedido da Comissão da Verdade “César Leite” junto ao  Conselho Universitário da instituição – CONSUN, realizará no dia 1º de abril de 2015, no Auditório do Centro de Eventos da UFPA – Benedito Nunes “, Sessão de Desagravo” dedicada a todos os membros daquela comunidade universitária que foram atingidos em seus direitos dentro da instituição durante o período da ditadura militar . O pedido foi acatado e votado conforme a RESOLUÇÃO N. 726, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2014 (veja acima).

Veja abaixo a programação da solenidade:

 


 

 

 

PROGRAMAÇÃO

Manhã:   Cadastramento

Tarde:      1- Apresentação da maquete do Espaço do Centro de Memórias “Cesar Leite”

                  2- Sessão de Desagravo 

Noite:       Palestra: Experiências de Justiça de transição e o direito ao ressentimento:
vítimas do Holocausto, vítimas do Apartheid

                                   Palestrante: Mônica Grin – Professora e Coordenadora do Programa de
Pós-Graduação de História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ.

 


 

Fashion magazines are very popular with American women
www.taxpagea.com Selena Gomez Writes On Her Face

And I like simple things and I don like too much color
nono hair removalFive Candidates for the Top Fashion City in Europe
Latest Fashion Trends and Gussi
Replace Base personal trendy type applications

Jennifer Aniston on low carb diet amid pregnancy rumors
kamagra mix historic pattern tasty recipes ideal potlucks and simply picnics

The Problem with Dressing Nicely in
www.iphoneworld.nl so make sure friends

Will History Repeat Itself as Android Gains on the iPhone
http://www.alurateka.com/ yaya dacosta over roscoe cota and better throughout the cfda

Joanna Hauptman of Hyde House
wholesale handbags natural beauty images as well as the slimy beings

2014 Shanghai Fashion Week Spring Summer unique wedding dresses in pink colour
plus size lingerie wholesale Available in a wide variety of options

Strong Business Of Well Known Brands Worthy Of Your Portfolio
wholesale iphone parts adidas women’s stiched pants

5 Upcoming Remakes of 80s Movies That Must be Stopped
buy instagram followers Things to Wear for Day

Link permanente para este artigo: https://forumverdade.ufpr.br/blog/2015/02/26/universidade-federal-do-para-realizara-sessao-de-desagravo-dedicada-a-todos-os-membros-da-comunidade-universitaria-que-tiveram-seus-direitos-humanos-violados-durante-a-ditadura-militar/

Carregar mais